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segunda-feira, 9 de maio de 2016

AS NOVAS REGRAS PARA MELHORAR SUA AUTOESTIMA





Quando nos defrontamos com os outros e percebemos nossas dificuldades, quando percebemos não ter a força de vontade que eles manifestam, quando gostaríamos de ter mais confiança em nos mesmos, temos dois caminhos a seguir: nos convencer que podemos ser como eles ou ...aprender a ser como somos!

A)   Autoestima não é ser mais forte.
Muitos pensam que ter uma boa autoestima, seja se sentir mais forte: imaginam ser um autoconvencimento sobre os próprios meios que alimenta a autoconfiança, como quando se fala: “Acredita ter sempre razão, é impossível discutir com ele.” Não tem muito a fazer, alguns são convencidos disso e outros não. Quem não pensa assim, se sente fraco, inferior, aceita ser explorado pelos outros sem conseguir se rebelar, encontra parceiros errados que o maltratam, é muito temeroso, introvertido e tímido...TUDO ERRADO! Não existe força sem fraqueza. Quanto mais quiser ser somente forte, controlador, parecido com aquele modelo de fortaleza e pragmatismos que se convenceu ser o ideal, mais se sentirá frágil e inseguro e sem autoestima.

B)   Não adianta se autoconvencer
Muitos se convencem de forma errada que para aumentar a autoestima precisa treinar, ou seja, se autoconvencer cada vez mais: “Você consegue, deve ser cada vez mais forte, não pode pensar em coisas negativas, deve melhorar, acreditar cada vez mais!” Deve, deve, precisa, : percebe como se autoconvencer significa dar ordens a si mesmo? “Com os outros fica calado e fica escondido em um canto? Força,... peito para fora, barriga para dentro, sorriso nos lábios, segure as rédeas da sua vida! Força, ... deve ser o melhor, mostre seus recursos escondidos, seja o melhor!” Parece treinamento militar, parece como treinar um bicho, impor algo e dar o premio quando conseguir... Como é que pode aumentar sua autoestima se você mesmo se considera um cachorrinho a ser treinado? Os cachorros obedecem porque são treinados, e você, como imagina se sentir mais forte, mais firme, mais seguro de sí, obedecendo a ordens auto impostas? Conceitualmente isso significa que você mesmo se sente errado e inadequado, não os outros.

C)   Encontre em você mesmo as emoções
Autoconvencimento é um processo racional, onde considera a sua mente como um musculo. Assim como na academia treina os músculos com os equipamentos específicos, assim acredita poder treinar sua mente com os recursos da racionalidade, se impondo “conceitos feitos”. Mas não considera que tudo que é mental, é emocional, instintivo, irracional e nada tem a ver com a logica, a razão. O mundo interior é um abismo feito por outras substancias, as emoções, indefinidas de forma consciente, logica e racional.

D)   Timidez é uma força poderosa
Observe as coisas por outro prisma, mais intenso: quando está no meio de pessoas e não encontra as palavras certas ou a postura ideal, isso não quer dizer que está tímido ou fraco ou que precisa melhorar, significa que tem um lado obscuro da sua personalidade que se põe em evidencia naquele momento e que o bloqueia, impedindo-lhe de falar ou de se mexer. É nesses momentos que pensamos e nos questionamos sobre “O que os outros pensam de mim, como será que estão me julgando, será que fui bom, será que atendi as expectativas? Sou sempre o mesmo, Gostaria ser diferente, Gostaria mudar...” Se aceitamos que essas forças obscuras fazem parte da nossa mente e deixamos de entrar em conflito com elas, conseguindo nos aliar a elas, nos colocando complementares a tudo isso, vamos enxergar de forma mais objetiva tudo o que está acontecendo e iniciar a mostrar o que somos e como somos, participando de tudo isso do nosso jeito, mais silencioso, mais em segundo plano, mais profundo, menos superficial.

E)   De espaço a sua unicidade
O poder do Silencio e do Mistério quando é visitado pela Timidez, o poder do Fogo e da Paixão quando é visitado pela Inveja, o poder da Visão a longo prazo quando é visitado pelo Isolamento, ajudam você a tornar tudo possível na sua vida, sem querer parecer aos outros, sem buscar ser mais forte: ao contrario, deixar que essas forças obscuras se manifestem, sem procurar se mudar, sem se treinar. Autoestima não é ser forte, mas é dar espaço para que as emoções se manifestem, tornando tudo possível na vida.

segunda-feira, 28 de março de 2016

A AutoEstima Como Reflexo de Si Mesmo




Como combater os fracassos? Por que os outros nos veem de forma diferente de como nós próprios nos vemos? Por que para os outros tudo parece ser tão fácil? Por que não consigo ser feliz? Por que mais de 50% dos brasileiros sofre de baixa autoestima?

Cada pessoa pensa sente, fala e se movimenta da maneira que lhe é própria e que corresponde à imagem que faz de si mesma. Essa autoimagem sempre tem aspectos físicos, sociais ou intelectuais. Nem sempre, porém, ela reflete essa dimensão múltipla. Com frequência, misturam-se todas as sensações num pacote único, perdendo-se a amplitude da personalidade, o que acaba por traduzir uma autoestima baixa.

A autoestima é um dos fatores que influenciam diretamente todas as atitudes que a pessoa pratica, na forma como vê o mundo, na sua autoavaliação, na imagem que passa aos outros. Ela se processa de acordo com as convicções que são passadas à criança, desde sua vida intrauterina até as outras fases do desenvolvimento humano. Na infância simplesmente absorve convicções, certas ou erradas, que carrega para o resto da vida e que vão contribuir para a construção da autoestima.

Ela não está, necessariamente, ligada à posição sócioeconômica, à beleza física ou a status. Porém, o somatório desses e outros valores interfere diretamente no seu grau. Uma pessoa cuja autoestima é baixa está fadada ao insucesso, a carências e à insatisfação pessoal. Se, mesmo em nível inconsciente, não ama a si própria, como pode esperar que outras pessoas a amem? Todos os desajustes e conflitos psicossociais, preconceitos religiosos, raciais, conceitos distorcidos de velhice, de doença, de sexo, sentimentos de culpa, de pecado que lhe foram passados na infância, provavelmente a seguirão pelo resto da vida e influirão diretamente na sua autoestima.

Quando a autoestima é baixa, o crescimento fica estagnado, a coragem diante da vida diminui, desistimos de arriscar coisas novas e até de sonhar. Por isso, diz-se que a autoestima é um valor de sobrevivência. Vamos mudar isso? Você é aquilo que acredita, portanto, saber se dar valor abre um mundo novo de relacionamentos com pessoas semelhantes, mais respeitosas, confiantes e hábeis, pois nos tornamos mais abertos e mais claros. Evite também aquelas com baixa autoestima que rodeiam sua vida e a intoxicam em vez de alimentar.

Para que importantes mudanças aconteçam em sua vida, você deve seguir sete princípios básicos:

Agora, somente agora - não quero viver no passado ou projetado no futuro: o que conta é o presente, viver o momento.

Gostando mais de mim - visto a roupa que mais gosto. Faço isso por mim mesma e para me gostar mais, desde o começo do dia.

Contradição? Que prazer! - normalmente me comporto assim, mas hoje farei o contrário. Desta forma acerto as contas com todas as partes que vivem em mim.

Sentimentos de culpa? Adeus! - o que foi feito está feito. Agora é melhor fechar os olhos e curtir ao máximo a minha transgressão.

Prazeres e dores: uso e jogo fora - não fujo das emoções, as curto ao máximo. Depois, continuo vivendo.

As palavras e os gestos para me estimar - olhos nos olhos, nunca perguntar "por que?", nem "como sou azarado".

Nunca tem um jeito só - observei as coisas por pontos de vista diferentes: assim consegui sair do óbvio.

terça-feira, 7 de outubro de 2014

A crise da meia idade





A maturidade é o tempo das responsabilidades materiais, como o trabalho, a família e as relações afetivas. Nessa fase, os objetivos que o indivíduo definiu deveriam ter sido alcançados. Normalmente a pessoa tem uma atividade profissional estável, não tem mais grandes lutas para chegar. Economicamente a situação é em geral mais tranquila. Afetivamente, os projetos são a longo prazo, e os investimentos são maiores nessa esfera. O que caracteriza essa fase da vida é o sentido da “responsabilidade”, que é posta em pauta em todos os aspectos: no trabalho, sobre a capacidade de gerir uma função profissional, nos aspectos econômicos, assim como nas situações familiares. Existem responsabilidades materiais com os aspectos práticos da vida, compras, vendas de bens, gestão da casa etc. Existem responsabilidades afetivas, na escolha de manter uma relação de casal estável, mesmo sem chegar ao casamento.

Existe também uma responsabilidade paternal, no sentido de existir a possibilidade primeiro emocional e depois real de ser pai, tanto para quem já tem filhos e enfrenta os prazeres e dores de criá-los como para quem está elaborando a escolha de não tê-los ou a dor de não os poder ter. 

Os inimigos da autoestima nessa fase da vida estão nas situações mencionadas acima. 

No trabalho, o peso das responsabilidades: lutou tanto para chegar a ter o status profissional e, agora que possui tudo o que desejava, não consegue manter o ritmo. Administra tudo dando o máximo de si, mas paga o preço de não ter mais energias para o resto: não consegue cultivar as amizades, nem mesmo uma relação afetiva estável. Sente-se sozinho e avalia o próprio valor em função dos objetivos que alcança. Outra manifestação é com a insatisfação com o próprio trabalho: trabalhar serve somente para ganhar dinheiro e poder fazer aquilo que gosta. Mas passar o dia inteiro fazendo algo que não curte muito começa a se tornar difícil de sustentar, e o indivíduo começa a se sentir muito frustrado. Não percebe alternativas, e na realidade nem as procura: a sua autoestima decai e começa a ter a sensação de que não vai poder continuar assim por muito tempo. Outra situação é quando não se sente realizado profissionalmente: estudou durante muitos anos para poder desenvolver a atividade dos sonhos, mas até hoje está ainda engatinhando. A sensação é de não chegar nunca e, dia após dia, suporta a injustiça do mundo e dos colegas, alimentando sempre projeções para o amanhã e sonhos de vingança. 

Amor x baixa autoestima

Na relação de casal, uma das situações que alimentam a baixa autoestima é o fato de o indivíduo ser ainda “single” contra sua vontade. O fantasma de ficar sozinho a vida toda começa a ser cada vez mais presente nos seus pensamentos e, junto com ele, a ansiedade de ter que fazer algo para reparar isso: toda vez que sai, o objetivo é encontrar alguém; quando encontra, não vive livremente esse momento, está sempre avaliando se o outro merece o seu tempo. Resultado? Todos fogem, e você fica sempre mais sozinho, firmando cada vez mais a ideia de que não merece o amor de alguém. Outra manifestação na relação de casal é não ter uma relação feliz: vive uma relação há muitos anos e sente que, mesmo que os dias passem sem prazeres nem cumplicidades, não pode mais mudar de ideia. Por outro lado, muitos dos seus amigos vivem uma relação parecida: justifica isso dizendo que o amor e a paixão acabam com o tempo, deixando espaço a um afeto mais brando. O problema é que o seu corpo, mais sábio, não acompanha a sua racionalidade, e denuncia o mal-estar com uma série de somatizações: cefaleia, distúrbios sexuais, ansiedade, nervosismo, insônia, falta ou excesso de apetite etc. Outra situação é quando o parceiro trai: raiva, desilusão e cinismo são os ingredientes que essa situação cria em você e que abalam sua autoestima profundamente.

Todos se sentem na obrigação de lhe dizer o que fazer, e você não consegue entender o que realmente deseja. Perdão? Vingança? Fuga? Muitas perguntas sem respostas, mas finalmente uma dúvida cruel, que põe fim à sua autoestima já muito abalada: “Se fui traído, talvez tenha sido por merecer”. A relação na qual acreditava acabou: tinha feito muitos planos, alguns postos em prática: a casa, o casamento, os filhos. Improvisadamente sente-se sozinho, como acordando bruscamente de um sonho. É uma realidade que dá medo. Como recomeçar? Onde errou? Quem vai te querer agora? Como perceber quem será a pessoa certa? Os sentimentos de culpa e a sensação de fracasso completam a obra, e a dificuldade maior é encontrar um sentido no que aconteceu.

Na relação com os filhos

Sentir-se culpado por achar não ter conseguido criar um bom relacionamento com os filhos é uma ameaça para a boa autoestima. “Não consigo ter filhos.” Tentou de todas as formas. Talvez nem tenha uma causa física, mas nada de engravidar. A vida inteira ouviu dizer que a mulher se realiza plenamente quando tem filhos, e isso não a ajuda. Aliás, sente-se inadequada, com muitas perguntas e dúvidas, e isso gera uma ansiedade cada vez maior; nem consegue aceitar que sua vida é valiosa, mesmo sem ter filhos. “Não sou um bom pai.” Filhos rebeldes ou com dificuldade na escola? A resposta é que não serve como pai. Mesmo que tenha feito o melhor para que tudo desse certo, culpa-se porque tem pouco tempo para dedicar aos filhos, culpando assim também suas atividades. Se o parceiro tenta minimizar o fato, sente ainda mais o peso da responsabilidade nas costas. “Sinto-me abandonado pelos filhos que se tornam adultos.” Tudo deu certo até que os filhos precisavam de você. Mas, agora que estão crescendo, que se tornam cada vez mais autônomos e não dependem mais dos pais, você se sente inútil. Ser pai era visto como sinônimo de “dar”, e agora, junto ao prazer de ver os filhos se tornarem adultos, o medo de perdê-los e de não servir mais para nada é cada vez mais presente.

A crise da meia idade é um momento crítico com o qual todos vão ter que lidar

A vida parece ser sempre a mesma, e a pessoa sente a necessidade de fugir dos hábitos, da rotina. O parceiro que conhece há muito tempo não reserva surpresas nem fortes emoções. E você? O corpo não tem mais a energia de um tempo: as rugas, a barriguinha, os cabelos grisalhos não somem da sua frente. Parece que não gosta de mais nada de você, nem dentro nem fora. É muito fácil nesse momento da vida achar que pode resolver a crise com algumas folias: uma atitude inconsequente no trabalho, um amante, a compra de algo caro e luxuoso... Seja bem-vinda à folia saudável, se isso te permite manter ao longo do dia uma postura consciente de leveza. Mas o perigo existe quando essas atitudes são uma fuga da realidade, perigosas e difíceis de gerir, que, quando voltar à real, podem fazê-la se sentir pior do que antes.

A menopausa é considerada como o fim da vida fértil, mas, para muitas mulheres, representa ainda um momento dramático da própria vida, um momento a ser postergado o máximo possível, mesmo recorrendo a fármacos. Muitas mulheres ignoram o sentido mais simbólico da menopausa: a mulher passa da capacidade de gerar um filho à possibilidade de elevar a própria energia e se abrir para uma capacidade de gerar bem mais ampla. A sexualidade, liberada finalmente do risco da concepção, pode ser vivida com maior leveza e espontaneidade.

Na prática: viver o prazer pelo prazer

Uma happy hour com os amigos antes de voltar para casa? Por que não? Fazer amor de manhã logo após acordar antes de ir ao trabalho? Por que não? Sim, não resista! Viva o presente! Quem quiser ser feliz, seja. Do amanha não se tem certeza. Gozar das coisas boas não cansa, aliás, descansa o cérebro e o regenera. Esvaziando a mente, o prazer elimina as recriminações e ativa as áreas cerebrais que produzem bem-estar. Viva as situações imprevistas como algo bom, que pode agregar coisas boas à sua vida. Elimine as frases em “negativo”, as frases em “absoluto”, os “porquês”, os verbos no “condicional”. Evite se comparar com o passado, evite as promessas para o futuro. Mude sua imagem: às vezes, estamos muito presos a uma imagem antiquada de nós mesmos. Roupas, acessórios, penteado novo ajudam a fazer com que nos sintamos bem desde o começo do dia. Vestir a roupa que mais gosta, fazer isso por si mesmo, para se gostar cada vez mais.