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quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Com Síndrome do Pânico, cantor Belo anuncia pausa na carreira



O cantor Belo anunciou aos fãs que vai dar um tempo na carreira. Em seu perfil no Instagram, o pagodeiro anunciou que o momento agora é de “parar, descansar e recarregar as energias”. 

Depois de ser internado às pressas no dia 14 de setembro, Belo teve mais um problema de saúde que o obrigou a cancelar seus shows. Desta vez, o cantor apresentou um quadro de estafa física e mental. As apresentações estão suspensas por tempo indeterminado. Segundo o jornal Folha de S. Paulo, o cantor apresenta sintomas de Síndrome do Pânico.

SÍNDROME DO  PÂNICO OU MEDO DO MEDO?


Sensações assustadoras de aflição no peito, taquicardia, sudorese (suor), ondas de calor ou calafrios, atordoamento,  confusão mental, descontrole, sensação de morte, falta de ar, tremores e formigamento nas mãos, sensação de desmaio etc. podem ser manifestações psicossomáticas típicas de pessoas acometidas pela Síndrome do Pânico (também conhecida como distúrbio ou transtorno do pânico), conforme reconhece a Organização Mundial de Saúde (OMS). A Síndrome do Pânico, que acomete  de 2 a 4% da população mundial, é um tipo grave de ansiedade (Ansiedade Paroxística Episódica), que incorre em crises de pânico súbitas sem motivos desencadeantes aparentes,  como se a mente fizesse uma leitura errada da realidade, interpretando como perigosa uma situação segura.

O medo de que novas crises ocorram produz diferentes tipos de fobia, que se manifestam por um processo de associação, após a primeira crise, reagindo a quaisquer estímulos interno (uma dor, tontura, palpitações, etc) ou externo (local cheio, túnel, ambiente fechado como ônibus, metrô, etc) que podem desencadear em uma nova crise irracional de medo ilógico, com crises repentinas de angústia e pavor que provocam um grande mal estar físico. Assim, a vida dessas pessoas vai se tornando restrita, limitando suas atitudes, que terá como resultado uma dramática incapacidade de dirigir a própria vida, até para execução das tarefas mais simples.  Os sintomas físicos de uma crise de pânico (medo ou pavor violento e repetitivo) aparecem subitamente, sem nenhuma causa aparente (apesar de existir, mas difícil de se perceber).  

Muitas pessoas chegam a perder o emprego, pois se sentem impotentes, incompetentes e até fracassadas por motivos até então invisíveis, o que pode levá-las a buscar refúgio no álcool ou nas drogas. 

Quem sofre deste mal costuma fazer uma verdadeira maratona a diversos especialistas e, após uma quantidade exagerada de exames complementares, recebe, muitas vezes, o patético diagnóstico do "você não tem nada", o que aumenta sua insegurança e desespero.  Por vezes, esta situação dramática é reduzida a termos evasivos como: estafa, nervosismo, stress, fraqueza emocional ou problema de cabeça. Isto pode criar uma incorreta impressão de que não há um problema de fato e, portanto, não existe tratamento para tal.  

Síndrome de Pânico tem cura?  Segundo o médico Psiquiatra, Dr. Leonard Verea, formado pela Faculdade de Medicina e Cirurgia de Milão, Itália, com  especialização em Medicina Psicossomática e Hipnose Clínica e Presidente da Sociedade Brasileira de Hipnose Clínica e Dinâmica, “a Síndrome de Pânico é uma doença psicossomática e a hipnose dinâmica é uma ferramenta utilizada para cura. A hipnose permite que uma pessoa, em estado alterado de consciência, possa ter acesso a recordações de situações anteriores e até de vidas passadas, sem perder a consciência, porém com a concentração focalizada, que não deixa que elementos externos interfiram no processo hipnótico.  O subconsciente não está limitado pela lógica, espaço e tempo podendo lembrar de tudo.  A mente pode comentar, criticar, censurar e a pessoa não perde o controle do que diz. Neste estado alterado de consciência é que a pessoa resgata lembranças que possam estar influindo negativamente na sua vida presente e que, provavelmente, seja a fonte de seus problemas e de muitas doenças psicossomáticas. A reapropriação do respeito por si próprio pode vir  com a descoberta ou novas percepções sobre si mesmo, reaprendendo suas potencialidades, que o paciente a se tornar o seu agente de mudança e de cura”, afirma. “Nos cursos que ministramos mostramos as grandes possibilidades de cura desta e de outras doenças psicossomáticas, como tabagismo, obesidade e outras.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Você sabe o que é Síndrome do Pânico?



É uma doença psiquiátrica que pode ser vista como o último degrau de um processo evolutivo que inclui insegurança, medo, fobia e depressão. O diagnóstico é feito por meio dos sintomas que o paciente apresenta e o mais característico e intenso é a extrema ansiedade. Uma outra característica é a sensação de morte eminente, o paciente se sente impotente ao extremo, inseguro ao extremo, ansioso ao extremo, achando que está morrendo. Essa sensação faz com se esconda, se isole no canto mais escuro do quarto dele. É uma pessoa que vive mal. Como sintomas, o paciente somatiza uma série de sensações, como taquicardia, sudorese, só de pensar na possibilidade de se expor ele começa a somatizar essa forma tão extrema e exacerbada.

- Quais são os fatores/causas mais comuns que desencadeiam o problema?
Aparentemente, na maior parte das vezes não há causa, o desencadeamento da crise é repentina e inesperada, pega o paciente despreparado para isso. Na realidade, são situações mal resolvidas e não resolvidas que foram se acumulando ao longo dos anos, assim como o acúmulo da ansiedade que desencadeia dessa forma. O paciente tem medo de tudo. Não consegue fazer nada, principalmente sozinha.

- Há pessoas que são mais suscetíveis a ter a doença?
Sim, minha experiência prova que pessoas mais sensíveis são mais suscetíveis, elas sentem muito mais as variações emocionais que acontecem ao redor dela. É comum que as pessoas que sofram deste problema sejam extremamente produtivas, que acumulem funções, assumam grandes responsabilidades e sejam perfeccionistas, muito exigentes consigo mesmas e que não costumam aceitar bem os erros ou imprevistos, pois, como conhecem sua capacidade, não se permitem estar na média. Para tais pessoas, estar na média seria ser medíocre. Precisam sempre do lugar de destaque, primeiro por reconhecerem que podem responder com eficácia a qualquer coisa que se proponham a fazer, pois são inteligentes e persistentes o suficiente para isso. Em segundo lugar, por ocuparem posições de destaque em quase tudo durante a vida, as pessoas à sua volta acabam criando uma expectativa de sucesso para elas.

- Existe prevenção?
A prevenção existe a partir do momento em que a pessoa aceita sua fragilidade com uma certa antecedência e busca ajuda profissional. Quando a pessoa começa a viver casos de depressão, ansiedade, picos de altos e baixos de insegurança e indecisão e percebe que precisa de ajuda, ela não chega ao nível de Síndrome do pânico, pois só a ajuda já é suficiente para amenizar os conflitos internos e não desencadear os extremos. A partir do momento em que eu busco ajuda, eu não estou mais me escondendo. Saber que tem um espaço disponível com uma pessoa disponível e atenta naquilo que você está falando, acolhedora, já faz com que a pessoa se sinta mais a vontade na busca da solução dos problemas. O processo terapêutico precisa ser um processo acolhedor.

- Quais são os tratamentos possíveis? É a base de remédios (que tipo de medicamento).
E as terapias, quais são as mais indicadas?
As terapias são indicadas sempre, porque durante o processo terapêutico, o processo passa por um amadurecimento e por uma compreensão das causas e efeitos do que lhe aflige. Às vezes há necessidade de medicamento para corrigir alterações bioquímicas que possam ter se criado, para dar um suporte maior, um empurrão. Se a síndrome já se desencadeou, há a junção de terapia mais medicamento. Uma outra terapia é o processo terapêutico que se utiliza da hipnose terapêutica para uma busca mais intensa e profunda do que está acontecendo e uma eliminação mais rápida dos efeitos que lhe faz sofrer. Hoje em dia, de uma forma geral, os processos terapêuticos mais utilizados são a base de cognitiva comportamental, e a hipnose é uma ferramenta altamente eficaz que se propõe a buscar no inconsciente as "causas" da fobia para extingui-la definitivamente. A hipnose terapeutica permite que uma pessoa em estado alterado de consciência possa ter acesso a recordações de situações anteriores, sem perder a consciência, porém, com a concentração focalizada, o que não deixa que elementos externos interfiram no processo hipnótico. O inconsciente não está limitado pela lógica, espaço e tempo, podendo lembrar-se de tudo. A mente pode comentar, criticar, censurar e a pessoa não perde o controle do que diz. Neste estado alterado de consciência é que a pessoa resgata lembranças que possam estar influindo negativamente na sua vida presente e que, provavelmente, seja a fonte de seus problemas.

- Em geral, quanto tempo dura o tratamento? A pessoa fica totalmente curada? Ou terá de conviver com esse fantasma para sempre?
Na relação causa efeito, resolvendo a causa, o efeito deixa de existir, é muito difícil fazer um prognóstico se a pessoa vai ficar totalmente curada ou não, o intuito do processo terapêutico é que se resolva tudo, e a volta do paciente ao convívio social de forma plena e satisfatória. O processo leva , normalmente de 6 meses a um ano. O que determina também a duração é a rapidez/dificuldade de enfrentar os mecanismos de defesa e as resistências da mente do paciente.

- O que a diferencia da depressão? Ou Síndrome do Pânico é um tipo de depressão?
A depressão é uma fase anterior ao do pânico, caracterizada múltipla sensação da impotência. Já a síndrome do pânico é a sensação de morte eminente.

- Os sintomas são apenas psíquicos/comportamentais ou podem haver sinais físicos? Quais?
Sim, é caracterizada por crises súbitas de depressão e ansiedade que duram entre 10 e 20 minutos e geram sensações de desmaio, vertigem, taquicardia, suor, enjôo, entre outras

- Homens e mulheres estão igualmente suscetíveis? Se não, porque isso acontece?
São igualmente sensíveis.

SERVIÇO:
Dr. Leonard F. Verea – médico psiquiatra formado pela Faculdade de Medicina e Cirurgia de Milão, Itália. Especializado em Medicina Psicossomática e Hipnose Dinâmica. Especialista em Medicina do Trabalho e Medicina do Tráfego. É membro de entidades nacionais e internacionais. Atua como diretor do Instituto Verea e da Unicap.
11 5051 2055
Av. Lavandisca, 741- cj 108

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Há uma Batalha Entre Dois Lobos que Vivem Dentro de Nós


O Mau: raiva, inveja, ciúme, tristeza, desgosto, cobiça, arrogância, pena de si mesmo, culpa, ressentimento, inferioridade, orgulho falso, superioridade e ego. O outro Bom: alegria, fraternidade, paz, esperança, serenidade, humildade, bondade, benevolência, empatia, generosidade, verdade, compaixão e fé. - Qual lobo vence? "Aquele que você alimenta!"

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

A alma amadurece com os obstáculos


As dificuldades que a vida coloca em nosso caminho não são apenas obstáculos a serem eliminados, mas momentos fundamentais para que nossas potencialidades da alma se manifestem. 

Vamos partir do princípio de que os “problemas” que encontramos ao longo da caminhada são soluções que nossa alma está procurando. Estamos aqui para conhecer mais sobre nós mesmos, e a pergunta que temos que fazer é: “O que eu tenho que aprender com isso?” Transformar os obstáculos em possibilidade de novos aprendizados, por si só, já amplia, dentro de nós, a força para vencermos.

Precisamos de limites, de oposições, de “tiranos” que nos fortaleçam, pois somente assim conseguimos ir além, testar acertos ou erros de nossas convicções e aprender a olhar no espelho dos outros o que em nós ainda não está muito bom. Atraímos para nossa vida tudo o que vai nos ajudar a crescer, o que vai liberar nosso potencial, nossas habilidades, nossos recursos internos que precisam ser utilizados. Há uma frase que diz: “Quando penso que já sei todas as respostas, vem a vida e muda as perguntas...” Não podemos ficar estagnados, viver é aprender a se transformar, sempre. Se não saímos espontaneamente em busca de respostas, vamos encontrar situações que são novas perguntas.

O cavalo aprende a pular enfrentando os obstáculos

Assim, as dificuldades, as frustrações pequenas e grandes nos mostram o caminho. É uma forma diferente de olhar para os eventos da vida: ao invés de procurar de qualquer jeito “pôr em ordem as coisas”, fazer com que fiquem “da forma certa”, tentamos aceitar os altos e baixos, os desvios diferentes, as dificuldades como manifestação das nossas tendências internas, que precisam de muitos testes para se conscientizar e emergir.

A bordo de um veleiro, não podemos decidir em que direção sopra o vento, mas podemos aprender a manobrar as velas e a usá-las para que nos levem no rumo certo. Assim é a vida: se nos entregamos a ela e nos deixamos levar, chegaremos ao lugar certo, onde poderemos aproveitar melhor o nosso potencial.
“As coisas a fazer podem se tornar uma prisão se as enfrentamos com a ansiedade de querer controlar tudo.”

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

NA MÍDIA: Jornal Hoje (TV Globo); Médicos alertam para o cuidado no diagnóstico de doenças psicológicas

 Depressão, síndrome do pânico, transtorno bipolar e déficit de atenção são algumas dessas doenças

Todo dia alguém é diagnosticado com as chamadas doenças do comportamento: depressão, síndrome do pânico, ansiedade. Os médicos alertam que uma avaliação incorreta pode prejudicar muito o paciente.
 
São muitas as doenças do comportamento, como transtorno bipolar, síndrome do pânico, transtorno de ansiedade, depressão e transtorno de déficit de atenção.

“Um fenômeno interessante que acontece é que pacientes, antes de vir a consultório, entra na internet para ver sintomas que eles têm, características que eles têm, então ele já vêm com o diagnóstico preparado”, explica o psiquiatra Leonard Verea.

Dá até para entender que tanto acesso à informação influencie as pessoas, mas o terapeuta ou o médico não podem cair nessa, porque as consequências são sérias. Remédio errado não só não cura como piora os sintomas. “Uma pessoa depressiva começa a ficar mais irritada. Ela continua depressiva, mas fica mais irritada, o nível de tolerância dela diminui, então ela fica mais impaciente”, completa o especialista.

Hoje é comum ouvir que o menino ou menina tem déficit de atenção. “No Conselho Regional de Psicologia identificamos um aumento de 1.400% na compra, pelos equipamentos públicos, do medicamento usado para o tratamento desse transtorno. Leva a tolerância, podendo inclusive levar dependência química na adolescência e fase adulta”, diz o psicólogo Luís Saraiva.
A auditora fiscal Sandra Déco penou com diagnóstico errado. No começo, os médicos disseram que era uma depressão, que dava para curar apenas com terapia. Não deu certo e ela ficou meses sofrendo. Sandra tinha também o transtorno bipolar. “Tem que procurar a coisa certa. Se não se acaba por dentro e por dentro é pior do que externo”.

São muitas as doenças do comportamento, como transtorno bipolar, síndrome do pânico, transtorno de ansiedade, depressão e transtorno de déficit de atenção.

Todo dia alguém é diagnosticado com as chamadas doenças do comportamento: depressão, síndrome do pânico, ansiedade. Os médicos alertam que uma avaliação incorreta pode prejudicar muito o paciente.
  
Aos que perderam a matéria do Jornal Hoje (TV Globo), de hoje sobre o risco de um diagnóstico errado de doenças de comportamento, segue o link. 

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Depressão




Estima-se que 8% das pessoas adultas em todo o planeta sofram de depressão e que 10 a 20% ainda serão vítimas desta doença em algum momento de suas vidas. A depressão, ao contrário do que muitos acreditavam, não é um estado de espírito ou humor, mas sim uma doença que se manifesta de diversas maneiras, podendo levar à morte. Considerado um problema psicossomático, com sintomas físicos evidentes, é uma enfermidade causada por alterações químicas no cérebro, que afetam as emoções podendo também prejudicar a capacidade mental. O cérebro é formado por inúmeras células que se comunicam entre si, através de substâncias químicas chamadas neurotransmissoras. No caso das pessoas com depressão, as substâncias químicas deixam de circular como deveriam.


Sintomas da Depressão
Os sintomas mais comuns são tristeza, desânimo, insônia, apatia, falta de alegria, de apetite (algumas pessoas tem aumento de sono e de apetite), falta de desejo sexual, preguiça - até mesmo de fazer atividades simples como tomar banho, assistir televisão ou ler jornal. Ou seja, nos quadros depressivos há uma diminuição geral do nível de energia da pessoa. Quando um indivíduo enfrenta um processo de depressão, ocorrem pensamentos pessimistas e repetitivos. O doente perde o interesse por coisas que gostava de fazer ou por pessoas com as quais apreciava conviver. O paciente depressivo não consegue se concentrar em uma leitura ou guardar na memória o que leu. Muitas vezes aparecem ataques de ansiedade, acompanhados por sudorese, palpitações e tremor. Os pensamentos obsessivos também são comuns: a pessoa sabe que eles não fazem sentido, mas não consegue tirá-los da cabeça.
Outra característica é que problemas que antes eram resolvidos com facilidade se tornam tarefas pesadas e difíceis. Situações que anteriormente eram agradáveis perdem a graça. Alguns casos desta doença se caracterizam por dores vagas e difusas pelo corpo ou na cabeça. O intestino pode ficar preso, a boca amarga, a pele envelhecida, os cabelos e as unhas fracas e sem brilho. Muitas pessoas não conseguem nem sentir alegria nem tristeza ("sensação da falta de sentimentos"). A vítima da depressão ainda pode ficar com "idéias fixas". As principais são as seguintes: achar a situação financeira ruim e sem perspectiva, além de sentir-se culpado por coisas que fez e que não fez no passado.
A maior parte dos casos de depressão surge em consequência de um acontecimento negativo: a perda de uma pessoa querida; uma demissão sem aviso prévio; um abandono traumático; nestes casos chamamos de forma reativa da doença. Quando não é possível identificar facilmente a origem do problema, chamamos de quadro endógeno: é a forma mais grave; a única para a qual o uso de medicamentos é necessário.
Uma outra diferenciação é entre a depressão monopolar e a bipolar, conhecidas antigamente como maníaco-depressiva. Na depressão monopolar, o humor se mantém negativo e é presente uma diminuição psicomotora com alterações do ciclo sono-vigilia. Já os que são atingidos pela forma bipolar alternam longos períodos de desespero com momentos de euforia incontrolável, nos quais a hiperatividade é muito intensa, junto com uma exagerada consideração de si mesmo.
A Cura da Depressão
 A boa notícia para quem sofre de depressão é que há inúmeras formas de tratamento. Os medicamentos antidepressivos são uma opção. Entretanto, uma excelente alternativa de cura para quem não quer se submeter às dosagens medicamentosas é o tratamento através da medicina psicossomática e hipnose dinâmica.


  Dr. Leonard Verea esclarece dúvidas sobre depressão


Pesquisas internacionais apontam que uma a cada quatro mulheres vai sofrer de depressão pelo menos uma vez ao longo da vida. Quais são as estatísticas brasileiras?
No Brasil, 20% da população já sofreu ou vai sofrer de depressão. Esse número tende a crescer pois a vida moderna está exigindo cada vez mais das pessoas.

Quais os principais sintomas de quem sofre de depressão?
Um dos principais motivos da depressão é a falta do prazer- de forma geral, é um sentimento de tristeza, de vazio, falta de prazer, insônia- mesmo se sentindo cansada. A pessoa não tem vontade de fazer nada, esses sintomas precisam estar presentes durante uma semana para que se caracterize depressão.

Como se dá o diagnóstico?
O diagnóstico é clínico, o profissional, baseado nesses sintomas, dá o diagnóstico. A pessoa precisa aceitar procurar um profissional.

A doença é bastante associada a problemas graves, como morte de um familiar, problemas financeiros, divórcio, desemprego. Por que isso acontece?
Por todos os motivos citados acima, a pessoa não tem pique e acredita não ter fôlego para enfrentar todos esses problemas graves, e acaba perdendo a autoestima. É um ciclo contínuo de sentimentos ruins.

Mas nem sempre o problema se desencadeia a partir de fatos assim. Certo? Essas situações podem ser o fator desencadeante, mas há casos onde não há nenhum motivo aparente. Isso pode ser culpa de um desequilíbrio químico no cérebro, que deixa o humor em baixa? Explique como e porque isso acontece.
Sim, existe uma alteração nos neurotransmissores que prejudicam o equilíbrio do individuo. Há também estudos que provam que mulheres com alterações hormonais alimentam e desencadeiam problemas depressivos e voltam ao estado de equilíbrio com dosagem correta de hormônio.

Mas afinal o que contribui para que as pessoas fiquem cada vez mais deprimidas?
A má qualidade de vida, especialmente no mundo moderno, a sociedade do consumo, em que as metas são cada vez mais inacessíveis. Vivemos em um mundo em que precisamos mostrar serviço sempre. E esse desequilíbrio nos torna mais frágil, mais aberto e suscetível a desestima que evolui para depressão.

Pode-se dizer que esta é a uma das grandes epidemias do século? Por quê?
Sem dúvidas me uma das causas, especialmente pela exigência.

Porque é uma doença considerada incapacitante?
Porque pessoas deprimidas ficam incapacitadas de fazer qualquer tipo de ação. Ficam presas em seu mundo.

Quais os problemas e dificuldades que a depressão provoca na vida das pessoas?
Incapacidade em geral.

A depressão pode ser a porta de entrada para outras doenças? Por que e quais são elas?
Sim, pois a pessoa se torna mais frágil e sensível, com baixa imunidade e se torna mais suscetível a bactérias.

Muitas pessoas confundem tristeza com depressão. Qual a diferença entre elas e em quais sinais a pessoa deve ficar atenta para saber quando é hora de procurar ajuda?
Muitas pessoas confundem, mas a  tristeza é uma questão pontual que tem motivo. Já na depressão o indivíduo não tem motivo aparente. Uma pessoa deprimida não conversa olhando nos olhos, sempre de cabeça baia, enquanto uma pessoa que está triste te olha. A melhor maneira de perceber que a pessoa não está em seu estado normal, é a identificação de que ela está se desviando do seu ritmo normal, da sua rotina, normalmente os familiares próximos percebem essa mudança, pois a pessoa em si não percebe.

Como a pessoa que sofre de depressão deve agir para não se prejudicar a vida profissional? Como agir no trabalho?
Pessoas deprimidas não têm condições de ter uma vida ativa, pois vivem um quadro de desgaste físico e nervoso, por isso é preciso um diagnóstico clínico.

De que forma a pessoa pode virar  jogo e reagir à doença?
Hoje em dia está claro que  o remédio não é suficiente para tirar a pessoa do quadro depressivo, é necessário associação com terapia. A pessoa precisa se tratar, se cuidar, procurar um bom profissional. Uma abordagem mais assertiva é a terapia cognitiva comportamental e dentro desse processo, a terapia com hipnose dinâmica vem se mostrando altamente eficaz.

É importante assumir que está com o problema e falar sobre isso? Por quê?
Sem dúvidas, porque assumir o problema significa admitir a própria fragilidade e o fato de se expor o prepara para uma busca terapêutica.

Depois de se curar da doença, a pessoa deve continuar fazendo algum tipo de acompanhamento?
A pessoa deve ficar se policiando, o processo terapêutico é um processo de evolução e amadurecimento, então recebida a alta, o paciente precisa continuar com esse amadurecimento e evolução.

Comente de que forma as ações abaixo, aliadas ao tratamento médico, podem ajudar as pessoas a se curarem da depressão:
Não existe uma regra geral para todo mundo, todas essas atividades são válidas, porém cada indivíduo se identifica e se adapta mais com uma ou outra.

Gostaríamos de listar os cinco principais passos para se livrar da depressão. Preciso que você diga o “mandamento” e explique por que esse é um passo importante.
O indivíduo precisa se observar, se perceber, ter humildade para se aceitar com as próprias qualidades e defeitos, buscar sempre fazer mais e melhor, ser mais e melhor, e aceitar que nada é absoluto nesse mundo, tudo é “por enquanto”. A partir daí fica claro que a vida se reduz a opções, o indivíduo precisa perceber que ele vive fazendo opções, e que é uma renúncia sempre em troca de algo que julga melhor.


SERVIÇO:
Dr. Leonard F. Verea – médico psiquiatra formado pela Faculdade de Medicina e Cirurgia de Milão, Itália. Especializado em Medicina Psicossomática e Hipnose Dinâmica. Especialista em Medicina do Trabalho e Medicina do Tráfego. É membro de entidades nacionais e internacionais. Atua como diretor do Instituto Verea e da Unicap.
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