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quarta-feira, 22 de outubro de 2014
quarta-feira, 1 de outubro de 2014
Com Síndrome do Pânico, cantor Belo anuncia pausa na carreira
O cantor Belo
anunciou aos fãs que vai dar um tempo na carreira. Em seu perfil no Instagram,
o pagodeiro anunciou que o momento agora é de “parar, descansar e recarregar as
energias”.
Depois de ser
internado às pressas no dia 14 de setembro, Belo teve mais um problema de saúde
que o obrigou a cancelar seus shows. Desta vez, o cantor apresentou um quadro
de estafa física e mental. As apresentações estão suspensas por tempo
indeterminado. Segundo o jornal Folha de S. Paulo, o cantor apresenta sintomas
de Síndrome do Pânico.
SÍNDROME DO PÂNICO OU MEDO DO MEDO?
Sensações assustadoras de aflição no peito,
taquicardia, sudorese (suor), ondas de calor ou calafrios, atordoamento,
confusão mental, descontrole, sensação de morte, falta de ar, tremores e
formigamento nas mãos, sensação de desmaio etc. podem ser manifestações
psicossomáticas típicas de pessoas acometidas pela Síndrome do Pânico (também
conhecida como distúrbio ou transtorno do pânico), conforme reconhece a
Organização Mundial de Saúde (OMS). A Síndrome do Pânico, que acomete de
2 a 4% da população mundial, é um tipo grave de ansiedade (Ansiedade
Paroxística Episódica), que incorre em crises de pânico súbitas sem motivos
desencadeantes aparentes, como se a mente fizesse uma leitura errada da
realidade, interpretando como perigosa uma situação segura.
O medo de que novas crises
ocorram produz diferentes tipos de fobia, que se manifestam por um processo de
associação, após a primeira crise, reagindo a quaisquer estímulos interno (uma
dor, tontura, palpitações, etc) ou externo (local cheio, túnel, ambiente
fechado como ônibus, metrô, etc) que podem desencadear em uma nova crise
irracional de medo ilógico, com crises repentinas de angústia e pavor que provocam
um grande mal estar físico. Assim, a vida dessas pessoas vai se tornando
restrita, limitando suas atitudes, que terá como resultado uma dramática
incapacidade de dirigir a própria vida, até para execução das tarefas mais
simples. Os sintomas físicos de uma crise de pânico (medo ou pavor
violento e repetitivo) aparecem subitamente, sem nenhuma causa aparente (apesar
de existir, mas difícil de se perceber).
Muitas pessoas chegam a
perder o emprego, pois se sentem impotentes, incompetentes e até fracassadas
por motivos até então invisíveis, o que pode levá-las a buscar refúgio no
álcool ou nas drogas.
Quem sofre deste mal costuma
fazer uma verdadeira maratona a diversos especialistas e, após uma quantidade
exagerada de exames complementares, recebe, muitas vezes, o patético
diagnóstico do "você não tem nada", o que aumenta sua insegurança e
desespero. Por vezes, esta situação dramática é reduzida a termos
evasivos como: estafa, nervosismo, stress, fraqueza emocional ou problema de cabeça.
Isto pode criar uma incorreta impressão de que não há um problema de fato e,
portanto, não existe tratamento para tal.
Síndrome de Pânico tem
cura? Segundo o médico Psiquiatra, Dr. Leonard Verea,
formado pela Faculdade de Medicina e Cirurgia de Milão, Itália, com
especialização em Medicina Psicossomática e Hipnose Clínica e Presidente da Sociedade
Brasileira de Hipnose Clínica e Dinâmica, “a Síndrome de Pânico é uma doença
psicossomática e a hipnose dinâmica é
uma ferramenta utilizada para cura. A hipnose permite que uma pessoa, em estado
alterado de consciência, possa ter acesso a recordações de situações anteriores
e até de vidas passadas, sem perder a consciência, porém com a concentração
focalizada, que não deixa que elementos externos interfiram no processo hipnótico.
O subconsciente não está limitado pela lógica, espaço e tempo podendo lembrar
de tudo. A mente pode comentar, criticar, censurar e a pessoa não perde o
controle do que diz. Neste estado alterado de consciência é que a pessoa
resgata lembranças que possam estar influindo negativamente na sua vida
presente e que, provavelmente, seja a fonte de seus problemas e de muitas doenças
psicossomáticas. A reapropriação do respeito por si próprio pode vir com
a descoberta ou novas percepções sobre si mesmo, reaprendendo suas
potencialidades, que o paciente a se tornar o seu agente de mudança e de cura”,
afirma. “Nos cursos que ministramos mostramos as grandes possibilidades de cura
desta e de outras doenças psicossomáticas, como tabagismo, obesidade e outras.
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
Você sabe o que é Síndrome do Pânico?
É uma doença
psiquiátrica que pode ser vista como o último degrau de um processo evolutivo
que inclui insegurança, medo, fobia e depressão. O diagnóstico é feito por meio
dos sintomas que o paciente apresenta e o mais característico e intenso é a extrema
ansiedade. Uma outra característica é a sensação de morte eminente, o paciente
se sente impotente ao extremo, inseguro ao extremo, ansioso ao extremo, achando
que está morrendo. Essa sensação faz com se esconda, se isole no canto mais
escuro do quarto dele. É uma pessoa que vive mal. Como sintomas, o paciente
somatiza uma série de sensações, como taquicardia, sudorese, só de pensar na
possibilidade de se expor ele começa a somatizar essa forma tão extrema e exacerbada.
- Quais são os fatores/causas mais comuns que desencadeiam o
problema?
Aparentemente, na maior
parte das vezes não há causa, o desencadeamento da crise é repentina e
inesperada, pega o paciente despreparado para isso. Na realidade, são situações
mal resolvidas e não resolvidas que foram se acumulando ao longo dos anos,
assim como o acúmulo da ansiedade que desencadeia dessa forma. O paciente tem medo
de tudo. Não consegue fazer nada, principalmente sozinha.
- Há pessoas que são mais suscetíveis a ter a doença?
Sim,
minha experiência prova que pessoas mais sensíveis são mais suscetíveis, elas
sentem muito mais as variações emocionais que acontecem ao redor dela. É comum
que as pessoas que sofram deste problema sejam extremamente produtivas, que
acumulem funções, assumam grandes responsabilidades e sejam perfeccionistas,
muito exigentes consigo mesmas e que não costumam aceitar bem os erros ou
imprevistos, pois, como conhecem sua capacidade, não se permitem estar na
média. Para tais pessoas, estar na média seria ser medíocre. Precisam sempre do
lugar de destaque, primeiro por reconhecerem que podem responder com eficácia a
qualquer coisa que se proponham a fazer, pois são inteligentes e persistentes o
suficiente para isso. Em segundo lugar, por ocuparem posições de destaque em
quase tudo durante a vida, as pessoas à sua volta acabam criando uma
expectativa de sucesso para elas.
- Existe prevenção?
A prevenção existe a
partir do momento em que a pessoa aceita sua fragilidade com uma certa
antecedência e busca ajuda profissional. Quando a pessoa começa a viver casos
de depressão, ansiedade, picos de altos e baixos de insegurança e indecisão e
percebe que precisa de ajuda, ela não chega ao nível de Síndrome do pânico,
pois só a ajuda já é suficiente para amenizar os conflitos internos e não
desencadear os extremos. A partir do momento em que eu busco ajuda, eu não
estou mais me escondendo. Saber que tem um espaço disponível com uma pessoa
disponível e atenta naquilo que você está falando, acolhedora, já faz com que a
pessoa se sinta mais a vontade na busca da solução dos problemas. O processo
terapêutico precisa ser um processo acolhedor.
- Quais são os tratamentos possíveis? É a base de remédios (que tipo de medicamento).
E as terapias, quais são as mais indicadas?
As terapias são
indicadas sempre, porque durante o processo terapêutico, o processo passa por
um amadurecimento e por uma compreensão das causas e efeitos do que lhe aflige.
Às vezes há necessidade de medicamento para corrigir alterações bioquímicas que
possam ter se criado, para dar um suporte maior, um empurrão. Se a síndrome já
se desencadeou, há a junção de terapia mais medicamento. Uma outra terapia é o
processo terapêutico que se utiliza da hipnose terapêutica para uma busca mais
intensa e profunda do que está acontecendo e uma eliminação mais rápida dos
efeitos que lhe faz sofrer. Hoje em dia, de uma forma geral, os processos
terapêuticos mais utilizados são a base de cognitiva comportamental, e a hipnose
é uma ferramenta altamente eficaz que se propõe a buscar no inconsciente as
"causas" da fobia para extingui-la definitivamente. A hipnose
terapeutica permite que uma pessoa em estado alterado de consciência possa ter
acesso a recordações de situações anteriores, sem perder a consciência, porém,
com a concentração focalizada, o que não deixa que elementos externos
interfiram no processo hipnótico. O inconsciente não está limitado pela lógica,
espaço e tempo, podendo lembrar-se de tudo. A mente pode comentar, criticar,
censurar e a pessoa não perde o controle do que diz. Neste estado alterado de
consciência é que a pessoa resgata lembranças que possam estar influindo
negativamente na sua vida presente e que, provavelmente, seja a fonte de seus
problemas.
- Em geral, quanto tempo dura o tratamento? A pessoa fica totalmente curada? Ou terá de conviver com esse fantasma para sempre?
Na relação causa efeito,
resolvendo a causa, o efeito deixa de existir, é muito difícil fazer um
prognóstico se a pessoa vai ficar totalmente curada ou não, o intuito do
processo terapêutico é que se resolva tudo, e a volta do paciente ao convívio
social de forma plena e satisfatória. O processo leva , normalmente de 6 meses
a um ano. O que determina também a duração é a rapidez/dificuldade de enfrentar
os mecanismos de defesa e as resistências da mente do paciente.
- O que a diferencia da depressão? Ou Síndrome do Pânico é um tipo de depressão?
A depressão é uma fase
anterior ao do pânico, caracterizada múltipla sensação da impotência. Já a
síndrome do pânico é a sensação de morte eminente.
- Os sintomas são apenas psíquicos/comportamentais ou podem haver sinais físicos? Quais?
Sim, é caracterizada por
crises súbitas de depressão e ansiedade que duram entre 10 e 20 minutos e geram
sensações de desmaio, vertigem, taquicardia, suor, enjôo, entre outras
- Homens e mulheres estão igualmente suscetíveis? Se não, porque isso acontece?
São igualmente sensíveis.
SERVIÇO:
Dr. Leonard F. Verea – médico psiquiatra formado pela Faculdade
de Medicina e Cirurgia de Milão, Itália. Especializado em Medicina
Psicossomática e Hipnose Dinâmica. Especialista em Medicina do Trabalho e
Medicina do Tráfego. É membro de entidades nacionais e internacionais. Atua
como diretor do Instituto Verea e da Unicap.
11 5051 2055
Av. Lavandisca, 741- cj 108
sexta-feira, 5 de outubro de 2012
Há uma Batalha Entre Dois Lobos que Vivem Dentro de Nós
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
A alma amadurece com os obstáculos
Vamos partir do princípio de que os “problemas” que encontramos ao longo da caminhada são soluções que nossa alma está procurando. Estamos aqui para conhecer mais sobre nós mesmos, e a pergunta que temos que fazer é: “O que eu tenho que aprender com isso?” Transformar os obstáculos em possibilidade de novos aprendizados, por si só, já amplia, dentro de nós, a força para vencermos.
Precisamos de limites, de oposições, de “tiranos” que nos fortaleçam, pois somente assim conseguimos ir além, testar acertos ou erros de nossas convicções e aprender a olhar no espelho dos outros o que em nós ainda não está muito bom. Atraímos para nossa vida tudo o que vai nos ajudar a crescer, o que vai liberar nosso potencial, nossas habilidades, nossos recursos internos que precisam ser utilizados. Há uma frase que diz: “Quando penso que já sei todas as respostas, vem a vida e muda as perguntas...” Não podemos ficar estagnados, viver é aprender a se transformar, sempre. Se não saímos espontaneamente em busca de respostas, vamos encontrar situações que são novas perguntas.
O cavalo aprende a pular enfrentando os obstáculos
Assim, as dificuldades, as frustrações pequenas e grandes nos mostram o caminho. É uma forma diferente de olhar para os eventos da vida: ao invés de procurar de qualquer jeito “pôr em ordem as coisas”, fazer com que fiquem “da forma certa”, tentamos aceitar os altos e baixos, os desvios diferentes, as dificuldades como manifestação das nossas tendências internas, que precisam de muitos testes para se conscientizar e emergir.
A bordo de um veleiro, não podemos decidir em que direção sopra o vento, mas podemos aprender a manobrar as velas e a usá-las para que nos levem no rumo certo. Assim é a vida: se nos entregamos a ela e nos deixamos levar, chegaremos ao lugar certo, onde poderemos aproveitar melhor o nosso potencial.
“As coisas a fazer podem se tornar uma prisão se as enfrentamos com a ansiedade de querer controlar tudo.”
quinta-feira, 27 de setembro de 2012
NA MÍDIA: Jornal Hoje (TV Globo); Médicos alertam para o cuidado no diagnóstico de doenças psicológicas
Depressão, síndrome do pânico, transtorno bipolar e
déficit de atenção são algumas dessas doenças
Todo
dia alguém é diagnosticado com as chamadas doenças do comportamento:
depressão, síndrome do pânico, ansiedade. Os médicos alertam que uma
avaliação incorreta pode prejudicar muito o paciente.
“Um fenômeno interessante que acontece é que pacientes, antes de vir a consultório, entra na internet para ver sintomas que eles têm, características que eles têm, então ele já vêm com o diagnóstico preparado”, explica o psiquiatra Leonard Verea.
Dá até para entender que tanto acesso à informação influencie as pessoas, mas o terapeuta ou o médico não podem cair nessa, porque as consequências são sérias. Remédio errado não só não cura como piora os sintomas. “Uma pessoa depressiva começa a ficar mais irritada. Ela continua depressiva, mas fica mais irritada, o nível de tolerância dela diminui, então ela fica mais impaciente”, completa o especialista.
Hoje é comum ouvir que o menino ou menina tem déficit de atenção. “No Conselho Regional de Psicologia identificamos um aumento de 1.400% na compra, pelos equipamentos públicos, do medicamento usado para o tratamento desse transtorno. Leva a tolerância, podendo inclusive levar dependência química na adolescência e fase adulta”, diz o psicólogo Luís Saraiva.
A auditora fiscal Sandra Déco penou com diagnóstico errado. No começo, os médicos disseram que era uma depressão, que dava para curar apenas com terapia. Não deu certo e ela ficou meses sofrendo. Sandra tinha também o transtorno bipolar. “Tem que procurar a coisa certa. Se não se acaba por dentro e por dentro é pior do que externo”.
São muitas as doenças do comportamento, como transtorno bipolar, síndrome do pânico, transtorno de ansiedade, depressão e transtorno de déficit de atenção.
Todo dia alguém é diagnosticado com as chamadas doenças do comportamento: depressão, síndrome do pânico, ansiedade. Os médicos alertam que uma avaliação incorreta pode prejudicar muito o paciente.
Aos que perderam a matéria do Jornal Hoje (TV Globo), de hoje sobre o risco de um diagnóstico errado de doenças de comportamento, segue o link.
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
NA MÍDIA: Revista Lunna
Dr. Leonard Verea como fonte de informação na revista Lunna. para melhor visualização: http://www.verea.com.br/clippingDetalhado.php?id=199
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segunda-feira, 10 de setembro de 2012
Depressão
Estima-se
que 8% das pessoas adultas em todo o planeta sofram de depressão e que 10 a 20% ainda serão vítimas
desta doença em algum momento de suas vidas. A depressão, ao contrário do que
muitos acreditavam, não é um estado de espírito ou humor, mas sim uma doença
que se manifesta de diversas maneiras, podendo levar à morte. Considerado um
problema psicossomático, com sintomas físicos evidentes, é uma enfermidade
causada por alterações químicas no cérebro, que afetam as emoções podendo
também prejudicar a capacidade mental. O cérebro é formado
por inúmeras células que se comunicam entre si, através de substâncias químicas
chamadas neurotransmissoras. No caso das pessoas com depressão, as substâncias
químicas deixam de circular como deveriam.
Sintomas da Depressão
Os
sintomas mais comuns são tristeza, desânimo, insônia, apatia, falta de alegria,
de apetite (algumas pessoas tem aumento de sono e de apetite), falta de desejo
sexual, preguiça - até mesmo de fazer atividades simples como tomar banho,
assistir televisão ou ler jornal. Ou seja, nos quadros depressivos há uma
diminuição geral do nível de energia da pessoa. Quando um indivíduo enfrenta um
processo de depressão, ocorrem pensamentos pessimistas e repetitivos. O doente
perde o interesse por coisas que gostava de fazer ou por pessoas com as quais
apreciava conviver. O paciente depressivo não consegue se concentrar em uma
leitura ou guardar na memória o que leu. Muitas vezes aparecem ataques de
ansiedade, acompanhados por sudorese, palpitações e tremor. Os pensamentos
obsessivos também são comuns: a pessoa sabe que eles não fazem sentido, mas não
consegue tirá-los da cabeça.
Outra
característica é que problemas que antes eram resolvidos com facilidade se
tornam tarefas pesadas e difíceis. Situações que anteriormente eram agradáveis
perdem a graça. Alguns casos desta doença se caracterizam por dores vagas e
difusas pelo corpo ou na cabeça. O intestino pode ficar preso, a boca amarga, a
pele envelhecida, os cabelos e as unhas fracas e sem brilho. Muitas pessoas não
conseguem nem sentir alegria nem tristeza ("sensação da falta de
sentimentos"). A vítima da depressão ainda pode ficar com "idéias
fixas". As principais são as seguintes: achar a situação financeira ruim e
sem perspectiva, além de sentir-se culpado por coisas que fez e que não fez no
passado.
A
maior parte dos casos de depressão surge em consequência de um acontecimento
negativo: a perda de uma pessoa querida; uma demissão sem aviso prévio; um
abandono traumático; nestes casos chamamos de forma reativa da doença. Quando
não é possível identificar facilmente a origem do problema, chamamos de quadro
endógeno: é a forma mais grave; a única para a qual o uso de medicamentos é
necessário.
Uma
outra diferenciação é entre a depressão monopolar e a bipolar, conhecidas
antigamente como maníaco-depressiva. Na depressão monopolar, o humor se mantém
negativo e é presente uma diminuição psicomotora com alterações do ciclo
sono-vigilia. Já os que são atingidos pela forma bipolar alternam longos
períodos de desespero com momentos de euforia incontrolável, nos quais a
hiperatividade é muito intensa, junto com uma exagerada consideração de si
mesmo.
A Cura da Depressão
A
boa notícia para quem sofre de depressão é que há inúmeras formas de
tratamento. Os medicamentos antidepressivos são uma opção. Entretanto, uma
excelente alternativa de cura para quem não quer se submeter às dosagens
medicamentosas é o tratamento através da medicina psicossomática e hipnose
dinâmica.
Dr. Leonard Verea esclarece dúvidas sobre depressão
Pesquisas internacionais apontam que uma
a cada quatro mulheres vai sofrer de depressão pelo menos uma vez ao longo da
vida. Quais são as estatísticas brasileiras?
No
Brasil, 20% da população já sofreu ou vai sofrer de depressão. Esse número
tende a crescer pois a vida moderna está exigindo cada vez mais das pessoas.
Quais os principais sintomas de quem
sofre de depressão?
Um dos
principais motivos da depressão é a falta do prazer- de forma geral, é um
sentimento de tristeza, de vazio, falta de prazer, insônia- mesmo se sentindo
cansada. A pessoa não tem vontade de fazer nada, esses sintomas precisam estar
presentes durante uma semana para que se caracterize depressão.
Como se dá o diagnóstico?
O diagnóstico
é clínico, o profissional, baseado nesses sintomas, dá o diagnóstico. A pessoa
precisa aceitar procurar um profissional.
A doença é bastante associada a problemas
graves, como morte de um familiar, problemas financeiros, divórcio, desemprego.
Por que isso acontece?
Por
todos os motivos citados acima, a pessoa não tem pique e acredita não ter fôlego
para enfrentar todos esses problemas graves, e acaba perdendo a autoestima. É
um ciclo contínuo de sentimentos ruins.
Mas nem sempre o problema se desencadeia
a partir de fatos assim. Certo? Essas situações podem ser o fator
desencadeante, mas há casos onde não há nenhum motivo aparente. Isso pode ser
culpa de um desequilíbrio químico no cérebro, que deixa o humor em baixa?
Explique como e porque isso acontece.
Sim,
existe uma alteração nos neurotransmissores que prejudicam o equilíbrio do
individuo. Há também estudos que provam que mulheres com alterações hormonais
alimentam e desencadeiam problemas depressivos e voltam ao estado de equilíbrio
com dosagem correta de hormônio.
Mas afinal o que contribui para que as
pessoas fiquem cada vez mais deprimidas?
A má
qualidade de vida, especialmente no mundo moderno, a sociedade do consumo, em
que as metas são cada vez mais inacessíveis. Vivemos em um mundo em que
precisamos mostrar serviço sempre. E esse desequilíbrio nos torna mais frágil,
mais aberto e suscetível a desestima que evolui para depressão.
Pode-se dizer que esta é a uma das
grandes epidemias do século? Por quê?
Sem
dúvidas me uma das causas, especialmente pela exigência.
Porque é uma doença considerada
incapacitante?
Porque
pessoas deprimidas ficam incapacitadas de fazer qualquer tipo de ação. Ficam
presas em seu mundo.
Quais os problemas e dificuldades que a
depressão provoca na vida das pessoas?
Incapacidade
em geral.
A depressão pode ser a porta de entrada
para outras doenças? Por que e quais são elas?
Sim, pois
a pessoa se torna mais frágil e sensível, com baixa imunidade e se torna mais
suscetível a bactérias.
Muitas pessoas confundem tristeza com
depressão. Qual a diferença entre elas e em quais sinais a pessoa deve ficar
atenta para saber quando é hora de procurar ajuda?
Muitas
pessoas confundem, mas a tristeza é uma
questão pontual que tem motivo. Já na depressão o indivíduo não tem motivo
aparente. Uma pessoa deprimida não conversa olhando nos olhos, sempre de cabeça
baia, enquanto uma pessoa que está triste te olha. A melhor maneira de perceber
que a pessoa não está em seu estado normal, é a identificação de que ela está
se desviando do seu ritmo normal, da sua rotina, normalmente os familiares
próximos percebem essa mudança, pois a pessoa em si não percebe.
Como a pessoa que sofre de depressão deve
agir para não se prejudicar a vida profissional? Como agir no trabalho?
Pessoas
deprimidas não têm condições de ter uma vida ativa, pois vivem um quadro de
desgaste físico e nervoso, por isso é preciso um diagnóstico clínico.
De que forma a pessoa pode virar jogo e reagir à doença?
Hoje em
dia está claro que o remédio não é
suficiente para tirar a pessoa do quadro depressivo, é necessário associação
com terapia. A pessoa precisa se tratar, se cuidar, procurar um bom
profissional. Uma abordagem mais assertiva é a terapia cognitiva comportamental
e dentro desse processo, a terapia com hipnose dinâmica vem se mostrando
altamente eficaz.
É importante assumir que está com o
problema e falar sobre isso? Por quê?
Sem
dúvidas, porque assumir o problema significa admitir a própria fragilidade e o
fato de se expor o prepara para uma busca terapêutica.
Depois de se curar da doença, a pessoa
deve continuar fazendo algum tipo de acompanhamento?
A
pessoa deve ficar se policiando, o processo terapêutico é um processo de
evolução e amadurecimento, então recebida a alta, o paciente precisa continuar
com esse amadurecimento e evolução.
Comente de que forma as ações abaixo,
aliadas ao tratamento médico, podem ajudar as pessoas a se curarem da
depressão:
Não
existe uma regra geral para todo mundo, todas essas atividades são válidas, porém
cada indivíduo se identifica e se adapta mais com uma ou outra.
Gostaríamos de listar os cinco principais
passos para se livrar da depressão. Preciso que você diga o “mandamento” e
explique por que esse é um passo importante.
O
indivíduo precisa se observar, se perceber, ter humildade para se aceitar com
as próprias qualidades e defeitos, buscar sempre fazer mais e melhor, ser mais
e melhor, e aceitar que nada é absoluto nesse mundo, tudo é “por enquanto”. A
partir daí fica claro que a vida se reduz a opções, o indivíduo precisa
perceber que ele vive fazendo opções, e que é uma renúncia sempre em troca de
algo que julga melhor.
SERVIÇO:
Dr. Leonard F. Verea – médico psiquiatra formado pela Faculdade
de Medicina e Cirurgia de Milão, Itália. Especializado em Medicina
Psicossomática e Hipnose Dinâmica. Especialista em Medicina do Trabalho e
Medicina do Tráfego. É membro de entidades nacionais e internacionais. Atua
como diretor do Instituto Verea e da Unicap.
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