
Muitas vezes, o medo de errar limita nossa
capacidade e conseguimos menos do que esperamos. Esse medo de errar
desaparece quando percebemos que a vida não é uma série de obrigações,
mas um caminho de contínuas descobertas.
Todos os dias, erramos e acertamos, perdemos alguma oportunidade ou a
aproveitamos. Alcançar objetivos é matar um leão por dia, e isso assusta
muito.
“Precisamos perceber que não existe nada de definitivo ou para sempre, não existem fracassos permanentes.”
“Quando alguma atividade que desenvolvemos não dá certo, ao invés de
ficarmos deprimidos, vamos continuar, sem ficar nos julgando
permanentemente.”
Com essa atitude mental, o fracasso deixa de ser um obstáculo que
compromete nossa autoestima e se torna um estímulo para melhorar cada
vez mais a “pontaria” no alvo de nossos objetivos. Com aprendizado,
tornamos a flecha certeira, por mais que os obstáculos estiquem nosso
arco.
Quando acontece o erro, questione-se: “aonde esse erro vai me levar”?
Algumas derrotas podem ser fundamentais. Talvez não fosse a hora, talvez
não fosse o rumo certo. Precisamos aprender a ler as entrelinhas dos
“acasos”, pois tudo acontece porque tem que acontecer. Nós atraímos,
inconscientemente, tudo o que nos fará aprender, amadurecer, crescer. Se
pensarmos no que temos atraído, talvez possamos aprender com menos dor.
Chico Xavier já dizia: “Não podemos voltar atrás e fazer um novo começo,
mas podemos começar agora e construir um outro fim”. A frustração por
não termos conseguido atingir um alvo é natural, mas se nos limitamos a
ver somente o que erramos corremos o risco de não valorizar todos os
acertos, que certamente existiram. Vamos treinar a nossa sensibilidade
para identificar, no meio dos resultados negativos, aquilo que existe de
positivo e, a partir daí, recomeçar.
Temos que aprender a nos valorizar. A ajuda dos outros deve ser
encarada, quando necessária, como uma muleta temporária, não como
impossibilidade permanente de caminharmos com os nossos próprios pés.
Quem quer se sentir emocionalmente cadeirante? Temos que aprender a
enfrentar os desafios, valorizando os nossos próprios recursos,
aceitando os medos e superando-os, sem fugir de derrotas, sem se cobrar
perfeição, sem julgamentos limitantes.
Precisamos diminuir aquela sensação de solidão e de abandono
Elas muitas vezes acompanham os distúrbios e as doenças que vivemos.
Precisamos ter um olhar menos crítico, mais “bondoso” com o que
consideramos nossos inimigos interiores, nossos medos, nossas
dificuldades, com o que pensamos serem os nossos “defeitos”. Todos esses
aspectos da personalidade, se aceitos e valorizados, acabam por
constituir a nossa unicidade, aquilo que possuímos de mais precioso.
Assim como os monstros da nossa infância desapareciam com o nascer do
sol, os nossos medos desaparecem quando acendemos a luz de uma nova
aceitação e confiança.
Herói não é quem faz coisas extraordinárias, mas aquele que consegue
viver a vida com paixão e prazer. Amar a vida, mesmo quando parece que
as coisas não dão certo, renovar a confiança.
Quando se vive como vítima, não se consegue atingir a meta prefixada,
não se aproveitam todos os recursos de que se dispõe: delega-se a
solução do problema a quem está ao seu lado, transmite-se ansiedade e
insegurança a todos que estão ao seu redor.
Temos que aprender a criar formas pensamento de prazer, de otimismo, que
serão os alicerces que nos sustentarão em momentos mais difíceis.
Sempre que pensamentos pessimistas quiserem pintar a sua vida com cores
escuras, pegue em sua alma uma paleta cheia de cores e dê à tela dos
seus pensamentos o visual que você quer para a sua vida.