Matéria sobre
fibromialgia (a matéria começa aos 37 minutos do programa, é só colocar para frente), no Programa Hoje em Dia
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015
NA MÍDIA
Jornal Fala Brasil, sobre autoestima após os 30 anos
http://noticias.r7.com/fala-brasil/videos/o-que-deixa-as-mulheres-de-30-mais-atraentes-19022015
http://noticias.r7.com/fala-brasil/videos/o-que-deixa-as-mulheres-de-30-mais-atraentes-19022015
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015
Estresse no trabalho que causa depressão
Sucesso
profissional comprometido devido síndrome de burnout - em oito
anos, a depressão passará a ser a
segunda maior causa de incapacitação para o trabalho
A Organização Mundial da Saúde prevê que,
em breve, a depressão alcançará o segundo lugar no ranking DALYs (Disability
Adjusted Life Years), que menciona as doenças que causam maior
possibilidade de perda da vida. Provavelmente, porque a depressão atinge cerca
de 121 milhões de pessoas em todo o mundo, sendo causa comum dos 850 mil
suicídios contabilizados anualmente. Além disso, o problema já é o número um em
outro ranking da OMS, o YLDs (Years lived with disability), ou "anos
vividos diante de uma incapacidade". O número de pessoas com depressão
aumenta a cada dia e suspeita-se que um dos motivos seja a pressão cada vez
maior que as pessoas suportam no trabalho. “Os dados nos dão um alerta: em
uma sociedade competitiva e sem colaboração entre os indivíduos, as pessoas vão
adoecer mais. Temos muitos papéis para desempenhar e isso nos leva à exaustão e
nos traz sentimentos de impotência e incapacidade”, avalia Dr. Leonard Verea,
psiquiatra.
“Estresse no trabalho causa depressão até
mesmo àqueles que não têm nenhum histórico de desordem psiquiátrica. Além
disso, constatou-se que a depressão pode ocorrer independentemente da
personalidade do indivíduo, ou de sua posição socioeconômica. 45% dos novos
casos de depressão e ansiedade entre os profissionais mais jovens a causa era o
estresse. Pesquisas revelam que 14% das mulheres e 10% dos homens registraram o
primeiro episódio de depressão ou ansiedade aos 32 anos”, diz Dr. Leonard.
É cada vez mais comum, em empresas
brasileiras, encontrar pessoas com problemas relacionados ao excesso de
trabalho. Dr. Leonard Verea, diz que o trabalho nem sempre possibilita
realização profissional; algumas vezes causa desde insatisfação ou frustração,
até exaustão emocional. Isso é o que caracteriza a síndrome de Burnout.
Manifesta-se com a sensação de estar
esgotado, daí o termo ser sinônimo de síndrome do esgotamento profissional. Atividades
que pressupõem relação de ajuda aos outros, como a de médicos, enfermeiros,
professores e psicólogos, são alvos da patologia. Nas áreas empresariais
competitivas e com objetivos de produtividade muito elevados para curtos
períodos, o fenômeno também se manifesta. "Pessoas com síndrome de Burnout
se cobram demais no trabalho e precisam constantemente de elogio àquilo
produzido", explica Dr. Leonard.
A depressão é hoje considerada uma
doença. Ela se instala de forma lenta, em gotas, de maneira que as pessoas não
se dão conta do problema. Algumas já têm uma predisposição genética, isto é, se
alguém da família já sofreu de depressão, existe a possibilidade de elas
sofrerem também. Ainda existe a depressão reativa, causada por situações
difíceis que enfrentamos, como a morte de um ente querido ou o fim de um
relacionamento, por exemplo. Porém, é muito comum a depressão causada pelo
estresse crônico, principalmente por conta do trabalho. "No trabalho, é
onde mais precisamos trabalhar nossa autoimagem", defende o especialista.
A síndrome costuma obedecer à seguinte
sintomatologia: esgotamento emocional, com diminuição e perda de recursos
emocionais, desenvolvimento de atitudes negativas, cinismo para com outras
pessoas no trabalho, sintomas físicos de estresse, como cansaço e mal estar
geral, tendência a avaliar o próprio trabalho de maneira negativa, esgotamento,
fracasso e baixa autoestima. "Engolir sapos, não reagir a eventuais
abusos, não conseguir impor seu ponto de vista, não estabelecer limites
(enquanto a chefia aumenta demais a carga de trabalho), não falar o que sente,
alta expectativa que nunca é atendida, falta de reconhecimento, frustrações
constantes. São situações insuportáveis que agravam, aos poucos, o mundo
emocional da pessoa. O excesso de trabalho, por exemplo, causa sensação de
fracasso. Contornar a depressão irá depender de como a pessoa identifica o
problema e busca uma solução", alerta.
A questão principal que devemos relatar
aqui é que o depressivo não enxerga soluções no dia-a-dia, mesmo as mais
simples, o que ocasiona a queda na produtividade e da criatividade. Para
piorar, muitas vezes, ele não percebe, ou não admite que esteja sofrendo da
doença. "Aparentemente, a pessoa está bem, feliz. Nunca imaginamos que
aquele profissional tão bem-sucedido sofre de depressão, pois ele não conta
seus problemas a ninguém. Parece vergonhoso sofrer de depressão", relata
Dr. Leonard.
Tudo aquilo com o que o profissional não
consegue lidar, emocionalmente, o corpo acaba sentindo. De repente, o
profissional começa a apresentar problemas gástricos, ou dor de cabeça, insônia
ou crises de alergia. Médicos dizem que até mesmo o câncer está ligado a
problemas emocionais. "A depressão diminui a imunidade do
profissional".
O mais indicado, em um processo depressivo, é reconhecer o problema e procurar ajuda médica. É provável que seja necessário tomar remédio e tirar algumas semanas de licença do trabalho. As pessoas, sozinhas, e com depressão têm dificuldade de lidar com seus conflitos internos, pois já perderam o referencial.
Como muitas vezes a depressão tem origem no trabalho, procure melhorar suas expectativas com relação ao emprego, sendo realista. "É importante saber o que a empresa espera de você, bem como aonde você pode chegar. Ter um grau de expectativa muito alto pode ser perigoso. Ficar esperando uma promoção, batalhando, desta maneira, muito por ela, pode ocasionar uma frustração".
A mensagem, então, é não exagerar na dose na dedicação ao trabalho. Não viver somente neste "mundinho". Outra dica é se conhecer, identificando suas expectativas, e ter metas e sonhos. "Busque alternativas para viver uma vida mais leve e não ficar focado no trabalho" somente.
O mais indicado, em um processo depressivo, é reconhecer o problema e procurar ajuda médica. É provável que seja necessário tomar remédio e tirar algumas semanas de licença do trabalho. As pessoas, sozinhas, e com depressão têm dificuldade de lidar com seus conflitos internos, pois já perderam o referencial.
Como muitas vezes a depressão tem origem no trabalho, procure melhorar suas expectativas com relação ao emprego, sendo realista. "É importante saber o que a empresa espera de você, bem como aonde você pode chegar. Ter um grau de expectativa muito alto pode ser perigoso. Ficar esperando uma promoção, batalhando, desta maneira, muito por ela, pode ocasionar uma frustração".
A mensagem, então, é não exagerar na dose na dedicação ao trabalho. Não viver somente neste "mundinho". Outra dica é se conhecer, identificando suas expectativas, e ter metas e sonhos. "Busque alternativas para viver uma vida mais leve e não ficar focado no trabalho" somente.
Você tem tendência a ter depressão?
É possível prevenir-se prestando atenção
ao nosso mundo emocional. As pessoas com tendência à depressão apresentam as
seguintes características:
• Imagem negativa de si mesma;
• Imagem negativa de si mesma;
• Atitude derrotista. "A pessoa
pensa que com ela nada dá certo"
• Perspectiva negativa quanto ao futuro;
• Padrão de pensamento negativo,
pessimismo.
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015
Afinal, por que mentimos?
De acordo com o dicionário Howaiss, mentira
significa “dizer, afirmar ser verdadeiro (aquilo que se sabe falso); dar
informação falsa (a alguém) a fim de induzir ao erro, não corresponder a (aquilo
que se espera); falhar, faltar, errar, causar ilusão a; dissimular a verdade;
enganar, iludir, não revelar; esconder, ocultar”. Tais definições, no entanto,
pouco dizem sobre os porquês da mentira. Por isso, vamos apresentar uma
definição relacional (que leve em consideração o seu contexto).
As pessoas vivem 25% do próprio tempo mentindo. Esse é um consenso entre todos os que lidam de forma direta e indireta com o assunto. Na comunicação não verbal, ou seja, na linguagem das emoções, a mentira é percebível de forma mais simples do que na comunicação verbal. Quando utilizamos a comunicação verbal, a palavra, podemos mentir e omitir, dependendo de qual for o nosso interesse; em função da nossa habilidade, treino e sensibilidade, conseguimos atingir o nosso objetivo com uma certa facilidade. Na comunicação não verbal, a emoção, é possível identificar a mentira a partir da observação de um bom técnico em comportamento humano e em comunicação não verbal.
Quanto mais existe a necessidade de melhorar a imagem de si, ou de criá-la, mais as pessoas mentem
Difícil identificar um perfil específico do
mentiroso, do mitomane puro, mas se procuramos nas várias transformações
culturais ao longo das gerações passadas, encontramos desde a Eva que mentiu
para Adão sobre ter comido a maçã, continuamos com mestre Geppetto e
Pinocchio, com o nariz que cresce, a Cuca que vai pegar...
Pinocchio, com o nariz que cresce, a Cuca que vai pegar...
As pessoas mentem para se defender, mentem para se proteger, mentem para ter vantagens e serviços que nunca são conforme o prometido. A mentira tanto pode ser um meio como pode ser um fim para situações conflitantes. Ela deixa de ser ocasional, esporádica, para se tornar habitual e parte do contexto de vida das pessoas, provocando sofrimento e desgaste físico e emocional, além de gerar problemas jurídico-legais. O indivíduo mente desde a infância. Se tiver essa afinidade, mente para esconder um comportamento contrário à vontade dos pais ou da autoridade do momento, escola, padre da igreja, confissão, comunhão... Crescendo, mente para se sentir “up to date” com os amigos, sobre o desempenho sexual com o outro sexo, mente para passar a ideia de ser mais, de ter mais, de poder mais, porque assim acha que vai ser mais aceito e menos rejeitado. Dessa forma, seria um indivíduo que, pela própria carência, pela baixa autoestima, vive mais de aparência do que de realidade, perdendo pela transparência.
Às vezes, para aquele jovem imaturo que quer recomeçar e assumir a sua fragilidade e retomar a viver uma realidade verdadeira, esse resgate é complicadíssimo, às vezes inviável, visto o emaranhado de sequelas, impressões e danos que a mentira, a mitomania gerou, e das quais não consegue mais se livrar, por ter perdido em algum lugar e em algum momento o “fio da Ariadne” que possa levá-lo a enfrentar o labirinto e vencer o Minotauro.
A pessoa mente sem alguma necessidade, pelo simples prazer de achar, se iludir de ter tirado alguma vantagem ou benefício por meio da mentira: o maior cuidado é conseguir lembrar e não esquecer todas as mentiras e nuances delas para conseguir “manter o nível”.
E o mentiroso compulsivo?
Ele se aproxima mais da personalidade psicopata, quando no máximo do exagero da sua mentira: usa suas habilidades para tirar proveito, sua malícia. Não sente amor, vergonha, culpa, remorso. Busca somente o seu egoístico e solitário aproveitamento por meio de recompensas e gratificações imediatas. Com o passar do tempo e com o piorar do quadro patológico, o mentiroso compulsivo pode se transformar em um esquizofrênico paranoide, achando que é Napolão e/ou que é alguém que veio ao nosso mundo com a missão de nos salvar.
A personalidade do mentiroso, seja em qual idade for identificado, é de uma pessoa carente, frágil, com baixa autoestima, sempre ligado em querer agradar aos outros e ser aprovado por eles...
A teatralidade obrigatória para atender critérios de boa educação, cumprimentando pessoas que não interessam, acompanhando pessoas pelas quais vive um sentimento empático negativo, trazem aparentemente ganhos para o mentiroso e pela formação dele, rápida, superficial
e egoísta, mas, no final, o preço e o desgaste são imensos e a um custo elevadíssimo.
O caminho mais indicado hoje em dia é a TCC
Ou seja: a terapia cognitiva comportamental, porque ajuda o paciente a ter que se defrontar com a realidade dele, distorcida, versus uma realidade mais em sintonia com os fatos da sociedade na qual o indivíduo vive.
Conforme o peso da mentira, o indivíduo se
incorpora a ela, acreditando ser e poder aquilo que a imaginação dele criou e
permite alimentar, a ponto de tudo se tornar normal e natural. Não sendo
descoberto e grudando cada vez mais no contexto, vai viver feliz,
contente e realizado.
Grande responsabilidade é dos pais, que, desde a infância, dos filhos não conseguiram, não souberam, não quiseram definir e impor limites a eles para que crescessem dentro de limites e regras, não se tornando crianças inseguras, com baixa autoestima e, portanto, com enorme dificuldade de viver uma vida autônoma.
Dependente químico mente, querendo passar a ideia de estar abstinente, limpo, apesar das evidências contrárias. Precisamos estar atentos quando aparece um paciente, muito ágil, ligeiro, inteligente, que quer tirar vantagem.
Vendedores precisam mentir ou omitir para valorizar seu produto, assim como para sustentar situações e interesses criados por meio da mentira, e sempre haverá necessidade de mentir mais. Muitas vezes, o esforço maior é para sustentar essa mentira, e o quadro se tona como bola de neve, algo pequeno, mínimo, ao longo do tempo se torna algo enorme, complexo, do qual e muito difícil chegar à origem e à essência.
A cada ação corresponde uma reação igual e contrária: se a criança aprende que vai ser repreendida depois de fazer algo errado, vai aprender naturalmente a se proteger mentindo. Dessa forma, começa a desenvolver-se um adulto inseguro e mentiroso, que desde pequeno terá dificuldades de enfrentar as verdades e as realidades da vida, com as suas consequências.
Falsos elogios também podem ser considerados como mentira, desculpas exageradas e difíceis de serem acreditadas, assim como as “mentiras brancas”, ou seja, aquelas mentiras para justificar situações inocentes, como não querer atender alguém e mandar dizer que estamos ausentes etc.
Formas de ajudar os mentirosos a corrigir essa falha começam com exemplos, mostrando como é muito mais simples enfrentar uma verdade, por pior que possa ser, do que ter que conviver com o peso da mentira e com todas as consequências que isso acarreta.
Terapeuticamente, a TCC, terapia cognitiva
comportamental, é a abordagem mais indicada, porque, por meio de exemplos e
demonstrações, ajuda o paciente a aprender a enfrentar a sua realidade, reagir
a ela e aprender a se assumir, melhorando a própria autoestima e vivendo a vida
da forma mais simples e proveitosa possível.
A terapia que se utiliza da hipnose dinâmica também é muito eficaz, porque ajuda o paciente a entrar em contato com o próprio eu, com a própria essência, com o seu inconsciente e, através da própria imaginação, o paciente é estimulado a ver e refazer os processos da mentira, corrigindo-os, até conseguir criar uma visualização correta e gravar essa última versão como a definitiva no próprio registro mental.
Alguns comportamentos e atitudes da comunicação não verbal ajudam a identificar gestos e sinais peculiares de alguém que está mentindo:
- A pessoa que mente não olha direto nos olhos, desvia o olhar com frequência.
- Os olhos piscam com maior frequência do que normalmente.
- Os movimentos corporais, especialmente a cabeça, são projetados para trás.
- Os membros, tanto os superiores quanto os inferiores, ficam cruzados permanentemente, alternando a postura, o cruzamento.
- As mãos ficam tremulas e frias.
- A respiração se torna mais ofegante, com suspiros longos e intensos.
- Quando descoberto, o mentiroso perde a naturalidade e assume atitudes mais exageradas e exuberantes.
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015
Solidão
A solidão pode ser contagiosa e se transmite num grupo
social, como um resfriado. A informação é de um estudo feito nos Estados Unidos,
a pesquisa destaca que, gradativamente, durante um período de tempo, as pessoas
nessa situação acabam se afastando dos seus círculos sociais.
A SOLIDÃO PODE MATAR
A cada dia que passa, mais e mais indivíduos se queixam de
um dos sentimentos mais antigos:
Solidão. O que faz com que as
pessoas se sintam reclusas em si próprias? O será que está acontecendo com a
humanidade, cada vez mais individualista e solitária? É imprescindível que
todos os dias o indivíduo repense seus valores, esqueça mágoas passadas, reconcilie-se
consigo mesmo, estenda a mão, perdoe, sinta saudades, desabafe, medite, resgate
amizades esquecidas, confraternize-se, integre - se, valorizando a vida e o seu
semelhante. A falta destes hábitos são alguns dos agentes que fazem com que as
pessoas se sintam só. Por que a
humanidade está cada vez mais individualista e os relacionamentos cada vez
menos duradouros? Parece que o mundo está ficando grande demais e elas
já não se encontram dentro dele. Embora esse sentimento seja único, cada um o
experimenta de formas e sob condições diferentes: uns se sobrecarregam de
tarefas, que nem sempre têm condições de realizar; outros colecionam "pseudos amigos", com os
quais pouco se relacionam dosando o grau de intimidade que os envolve. Inúmeras
sugestões se afloram para minimizar a solidão que parecem fáceis e
gratificantes. Sobre o assunto, falamos
com o Dr. Leonard Verea, Médico Psiquiatra especialista em Hipnose e Medicina
Psicossomática.
1.
Há cura para a solidão?
Dr. Verea - O homem é o único animal que não sobrevive
sozinho. Como seres sociais precisamos
estar no meio de pessoas, conviver com os outros para poder encontrar nosso
equilíbrio. Vivemos em função de símbolos
positivos e/ou negativos que nós mesmos alimentamos. Culturalmente, nos acostumamos a certos
preconceitos e limites que nos fazem sofrer muito, especialmente quando estamos
sozinhos. Sentimo-nos, muitas vezes, inseguros a ponto de procurar e
freqüentar lugares com "gente", mas temos dificuldades em ir sozinhos
a festas, cinemas, restaurantes, etc. Juntando estas informações,
encontramos a cura para a solidão: SAIR... não ficar fechados dentro de casa,
do casulo que nos prende e sufoca; sair do ambiente que propicia a alimentação
dos símbolos negativos que nos levam à tristeza e depressão. Precisamos nos
forçar para ir encontrar "gente", buscar nossa "tribo",
freqüentar todos aqueles ambientes que gostamos e que podem nos oferecer
oportunidades para jogar para trás a solidão.
O isolamento excessivo é prejudicial.
2. Uma solidão é
diferente das solidões dos outros?
Dr. Verea - A solidão é uma sensação individual. Existe a solidão de quem está longe da
família; a solidão de quem não tem família nem amigos; a solidão de quem não
pode mostrar fragilidade, que leva à insegurança, medo, etc. Como exemplo
podemos citar um dirigente de uma empresa ou de uma nação, sempre solicitado
a cumprir um papel importante ou a tomar decisões às vezes difíceis e que
em hipótese alguma pode mostrar o outro
lado da sua personalidade. Pode-se também sentir solidão até acompanhado.
3. Por que tanta gente
se sente só mesmo estando acompanhado?
Dr. Verea - Solidão é algo que diz respeito a nós mesmos, a
forma de como encaramos a vida e de como criamos a relação de complementaridade
com a vida versus a relação de competitividade. Podemos nos sentir
tremendamente sozinhos no meio da multidão, se não nos identificamos com ela,
assim como podemos nos sentir muito bem sozinhos, se precisamos daquele momento
de reflexão para entrar em equilíbrio conosco e com a vida. Neste caso, a solidão é saudável.
4. Quem sofre mais com a
solidão: o homem ou a mulher?
Dr. Verea - Acho que é equivalente, porém o homem tem menos
preconceito em sair sozinho e buscar companhia do que a mulher.
5. Solidão depende de
idade? É mais acentuada na velhice?
Dr. Verea - Não, mas a velhice,m infelizmente, acentua todas
aquelas dificuldades que se desenvolvem ao longo da vida.
6. Solidão e depressão
podem estar relacionadas com riqueza ou pobreza?
Dr. Verea - Podem.
Uma pessoa às vezes se isola, pois acha que todos que dela se aproximam
buscar seu dinheiro. E isso é realmente
lamentável.
7. A solidão pode se
transformar em doença?
Dr. Verea - Sim, quando não conseguimos enfrentar e vencer
este sentimento, sentimo- nos cada vez mais frágeis e expostos às intempéries
da vida, portanto menos imunes, fortes, resistentes às doenças. Começamos
a alimentar uma baixa auto-estima, nos gostando e nos aceitando cada vez menos,
nos tornando cada vez mais impotentes, chegando à depressão física e
emocional. A cura está no aconselhamento
profissional. Somos especialistas na
cura pela hipnose e na medicina psicossomática.
8. A solidão pode gerar
inveja?
Dr. Verea - Quando se vive uma baixa auto-estima e um
estado depressivo, invejar a vida dos outros é muito mais fácil e
interessante, ajudando a alimentar este círculo vicioso.
9. As pessoas podem até
cometer homicídios por ter auto-estima baixa?
Dr. Verea - É muito mais comum cometer suicídio, por
achar, num certo ponto da vida, de que
nada mais vale a pena.
10. Dê algumas dicas
para minimizar o problema, enquanto um tratamento médico não chega.
Dr. Verea - Cultive seu carisma e torne sua personalidade
mais marcante. Estude, leia e se atualize, Descubra o segredo de uma
convivência feliz, integral, saudável e verdadeira, sem discriminações ou
preconceitos. Participe. Não deixe que o isolamento social se torne uma grave
doença.
Seja sincero e sensível com os outros.
Cultive o hábito de sorrir e do bom humor.
Cumprimente as pessoas pelo aniversário, nascimento de
um filho ou um trabalho bem feito.
Não economize palavras tais como: muito obrigado; bom dia;
com licença; por favor; parabéns.
Comunique-se sempre que puder, telefonando, enviando
cartões, flores, bombons. Todos gostam de ser
lembrados - inclusive você.
As pessoas mais carismáticas e admiradas são aquelas,
cuja humildade é sua maior virtude. Não
seja arrogante. Saia de uma batalha, de onde todos sejam vencedores -
inclusive você .
Interesse-se pelo próximo ajudando-o e descobrirá a magia de
se sentir útil. É preferível ajudar do
que precisar de ajuda.
Procure admirar e não invejar, incentivar e não encolher,
ser escolhido e não escolher.
O crescimento interno certamente o fará se livrar do eremita
que há dentro de si, dando lugar a uma nova pessoa admirada.
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