quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

NA MÍDIA

Jornal Fala Brasil, sobre autoestima após os 30 anos



http://noticias.r7.com/fala-brasil/videos/o-que-deixa-as-mulheres-de-30-mais-atraentes-19022015

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Estresse no trabalho que causa depressão





Sucesso profissional comprometido devido síndrome de burnout - em oito anos, a depressão passará a ser a segunda maior causa de incapacitação para o trabalho


A Organização Mundial da Saúde prevê que, em breve, a depressão alcançará o segundo lugar no ranking DALYs (Disability Adjusted Life Years), que menciona as doenças que causam maior possibilidade de perda da vida. Provavelmente, porque a depressão atinge cerca de 121 milhões de pessoas em todo o mundo, sendo causa comum dos 850 mil suicídios contabilizados anualmente. Além disso, o problema já é o número um em outro ranking da OMS, o YLDs (Years lived with disability), ou "anos vividos diante de uma incapacidade". O número de pessoas com depressão aumenta a cada dia e suspeita-se que um dos motivos seja a pressão cada vez maior que as pessoas suportam no trabalho. “Os dados nos dão um alerta: em uma sociedade competitiva e sem colaboração entre os indivíduos, as pessoas vão adoecer mais. Temos muitos papéis para desempenhar e isso nos leva à exaustão e nos traz sentimentos de impotência e incapacidade”, avalia Dr. Leonard Verea, psiquiatra.

“Estresse no trabalho causa depressão até mesmo àqueles que não têm nenhum histórico de desordem psiquiátrica. Além disso, constatou-se que a depressão pode ocorrer independentemente da personalidade do indivíduo, ou de sua posição socioeconômica. 45% dos novos casos de depressão e ansiedade entre os profissionais mais jovens a causa era o estresse. Pesquisas revelam que 14% das mulheres e 10% dos homens registraram o primeiro episódio de depressão ou ansiedade aos 32 anos”, diz Dr. Leonard.

É cada vez mais comum, em empresas brasileiras, encontrar pessoas com problemas relacionados ao excesso de trabalho. Dr. Leonard Verea, diz que o trabalho nem sempre possibilita realização profissional; algumas vezes causa desde insatisfação ou frustração, até exaustão emocional. Isso é o que caracteriza a síndrome de Burnout.

Manifesta-se com a sensação de estar esgotado, daí o termo ser sinônimo de síndrome do esgotamento profissional. Atividades que pressupõem relação de ajuda aos outros, como a de médicos, enfermeiros, professores e psicólogos, são alvos da patologia. Nas áreas empresariais competitivas e com objetivos de produtividade muito elevados para curtos períodos, o fenômeno também se manifesta. "Pessoas com síndrome de Burnout se cobram demais no trabalho e precisam constantemente de elogio àquilo produzido", explica Dr. Leonard.

A depressão é hoje considerada uma doença. Ela se instala de forma lenta, em gotas, de maneira que as pessoas não se dão conta do problema. Algumas já têm uma predisposição genética, isto é, se alguém da família já sofreu de depressão, existe a possibilidade de elas sofrerem também. Ainda existe a depressão reativa, causada por situações difíceis que enfrentamos, como a morte de um ente querido ou o fim de um relacionamento, por exemplo. Porém, é muito comum a depressão causada pelo estresse crônico, principalmente por conta do trabalho. "No trabalho, é onde mais precisamos trabalhar nossa autoimagem", defende o especialista.
 
A síndrome costuma obedecer à seguinte sintomatologia: esgotamento emocional, com diminuição e perda de recursos emocionais, desenvolvimento de atitudes negativas, cinismo para com outras pessoas no trabalho, sintomas físicos de estresse, como cansaço e mal estar geral, tendência a avaliar o próprio trabalho de maneira negativa, esgotamento, fracasso e baixa autoestima. "Engolir sapos, não reagir a eventuais abusos, não conseguir impor seu ponto de vista, não estabelecer limites (enquanto a chefia aumenta demais a carga de trabalho), não falar o que sente, alta expectativa que nunca é atendida, falta de reconhecimento, frustrações constantes. São situações insuportáveis que agravam, aos poucos, o mundo emocional da pessoa. O excesso de trabalho, por exemplo, causa sensação de fracasso. Contornar a depressão irá depender de como a pessoa identifica o problema e busca uma solução", alerta.

A questão principal que devemos relatar aqui é que o depressivo não enxerga soluções no dia-a-dia, mesmo as mais simples, o que ocasiona a queda na produtividade e da criatividade. Para piorar, muitas vezes, ele não percebe, ou não admite que esteja sofrendo da doença. "Aparentemente, a pessoa está bem, feliz. Nunca imaginamos que aquele profissional tão bem-sucedido sofre de depressão, pois ele não conta seus problemas a ninguém. Parece vergonhoso sofrer de depressão", relata Dr. Leonard.

Tudo aquilo com o que o profissional não consegue lidar, emocionalmente, o corpo acaba sentindo. De repente, o profissional começa a apresentar problemas gástricos, ou dor de cabeça, insônia ou crises de alergia. Médicos dizem que até mesmo o câncer está ligado a problemas emocionais. "A depressão diminui a imunidade do profissional".

O mais indicado, em um processo depressivo, é reconhecer o problema e procurar ajuda médica. É provável que seja necessário tomar remédio e tirar algumas semanas de licença do trabalho. As pessoas, sozinhas, e com depressão têm dificuldade de lidar com seus conflitos internos, pois já perderam o referencial.

Como muitas vezes a depressão tem origem no trabalho, procure melhorar suas expectativas com relação ao emprego, sendo realista. "É importante saber o que a empresa espera de você, bem como aonde você pode chegar. Ter um grau de expectativa muito alto pode ser perigoso. Ficar esperando uma promoção, batalhando, desta maneira, muito por ela, pode ocasionar uma frustração".

A mensagem, então, é não exagerar na dose na dedicação ao trabalho. Não viver somente neste "mundinho". Outra dica  é se conhecer, identificando suas expectativas, e ter metas e sonhos. "Busque alternativas para viver uma vida mais leve e não ficar focado no trabalho" somente.

Você tem tendência a ter depressão?
É possível prevenir-se prestando atenção ao nosso mundo emocional. As pessoas com tendência à depressão apresentam as seguintes características:
• Imagem negativa de si mesma;
• Atitude derrotista. "A pessoa pensa que com ela nada dá certo"
• Perspectiva negativa quanto ao futuro;
• Padrão de pensamento negativo, pessimismo.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Afinal, por que mentimos?


De acordo com o dicionário Howaiss, mentira significa “dizer, afirmar ser verdadeiro (aquilo que se sabe falso); dar informação falsa (a alguém) a fim de induzir ao erro, não corresponder a (aquilo que se espera); falhar, faltar, errar, causar ilusão a; dissimular a verdade; enganar, iludir, não revelar; esconder, ocultar”. Tais definições, no entanto, pouco dizem sobre os porquês da mentira. Por isso, vamos apresentar uma definição relacional (que leve em consideração o seu contexto).

As pessoas vivem 25% do próprio tempo mentindo. Esse é um consenso entre todos os que lidam de forma direta e indireta com o assunto. Na comunicação não verbal, ou seja, na linguagem das emoções, a mentira é percebível de forma mais simples do que na comunicação verbal. Quando utilizamos a comunicação verbal, a palavra, podemos mentir e omitir, dependendo de qual for o nosso interesse; em função da nossa habilidade, treino e sensibilidade, conseguimos atingir o nosso objetivo com uma certa facilidade. Na comunicação não verbal, a emoção, é possível identificar a mentira a partir da observação de um bom técnico em comportamento humano e em comunicação não verbal.

Quanto mais existe a necessidade de melhorar a imagem de si, ou de criá-la, mais as pessoas mentem
Difícil identificar um perfil específico do mentiroso, do mitomane puro, mas se procuramos nas várias transformações culturais ao longo das gerações passadas, encontramos desde a Eva que mentiu para Adão sobre ter comido a maçã, continuamos com mestre Geppetto e
Pinocchio, com o nariz que cresce, a Cuca que vai pegar... 

As pessoas mentem para se defender, mentem para se proteger, mentem para ter vantagens e serviços que nunca são conforme o prometido. A mentira tanto pode ser um meio como pode ser um fim para situações conflitantes. Ela deixa de ser ocasional, esporádica, para se tornar habitual e parte do contexto de vida das pessoas, provocando sofrimento e desgaste físico e emocional, além de gerar problemas jurídico-legais. O indivíduo mente desde a infância. Se tiver essa afinidade, mente para esconder um comportamento contrário à vontade dos pais ou da autoridade do momento, escola, padre da igreja, confissão, comunhão... Crescendo, mente para se sentir “up to date” com os amigos, sobre o desempenho sexual com o outro sexo, mente para passar a ideia de ser mais, de ter mais, de poder mais, porque assim acha que vai ser mais aceito e menos rejeitado. Dessa forma, seria um indivíduo que, pela própria carência, pela baixa autoestima, vive mais de aparência do que de realidade, perdendo pela transparência. 

Às vezes, para aquele jovem imaturo que quer recomeçar e assumir a sua fragilidade e retomar a viver uma realidade verdadeira, esse resgate é complicadíssimo, às vezes inviável, visto o emaranhado de sequelas, impressões e danos que a mentira, a mitomania gerou, e das quais não consegue mais se livrar, por ter perdido em algum lugar e em algum momento o “fio da Ariadne” que possa levá-lo a enfrentar o labirinto e vencer o Minotauro. 

A pessoa mente sem alguma necessidade, pelo simples prazer de achar, se iludir de ter tirado alguma vantagem ou benefício por meio da mentira: o maior cuidado é conseguir lembrar e não esquecer todas as mentiras e nuances delas para conseguir “manter o nível”.

E o mentiroso compulsivo?

Ele se aproxima mais da personalidade psicopata, quando no máximo do exagero da sua mentira: usa suas habilidades para tirar proveito, sua malícia. Não sente amor, vergonha, culpa, remorso. Busca somente o seu egoístico e solitário aproveitamento por meio de recompensas e gratificações imediatas. Com o passar do tempo e com o piorar do quadro patológico, o mentiroso compulsivo pode se transformar em um esquizofrênico paranoide, achando que é Napolão e/ou que é alguém que veio ao nosso mundo com a missão de nos salvar.

A personalidade do mentiroso, seja em qual idade for identificado, é de uma pessoa carente, frágil, com baixa autoestima, sempre ligado em querer agradar aos outros e ser aprovado por eles...

A teatralidade obrigatória para atender critérios de boa educação, cumprimentando pessoas que não interessam, acompanhando pessoas pelas quais vive um sentimento empático negativo, trazem aparentemente ganhos para o mentiroso e pela formação dele, rápida, superficial
e egoísta, mas, no final, o preço e o desgaste são imensos e a um custo elevadíssimo.

O caminho mais indicado hoje em dia é a TCC

Ou seja: a terapia cognitiva comportamental, porque ajuda o paciente a ter que se defrontar com a realidade dele, distorcida, versus uma realidade mais em sintonia com os fatos da sociedade na qual o indivíduo vive.
Conforme o peso da mentira, o indivíduo se incorpora a ela, acreditando ser e poder aquilo que a imaginação dele criou e permite alimentar, a ponto de tudo se tornar normal e natural. Não sendo descoberto e grudando cada vez mais no contexto, vai viver feliz, contente e realizado.

Grande responsabilidade é dos pais, que, desde a infância, dos filhos não conseguiram, não souberam, não quiseram definir e impor limites a eles para que crescessem dentro de limites e regras, não se tornando crianças inseguras, com baixa autoestima e, portanto, com enorme dificuldade de viver uma vida autônoma.

Dependente químico mente, querendo passar a ideia de estar abstinente, limpo, apesar das evidências contrárias. Precisamos estar atentos quando aparece um paciente, muito ágil, ligeiro, inteligente, que quer tirar vantagem.

Vendedores precisam mentir ou omitir para valorizar seu produto, assim como para sustentar situações e interesses criados por meio da mentira, e sempre haverá necessidade de mentir mais. Muitas vezes, o esforço maior é para sustentar essa mentira, e o quadro se tona como bola de neve, algo pequeno, mínimo, ao longo do tempo se torna algo enorme, complexo, do qual e muito difícil chegar à origem e à essência.

A cada ação corresponde uma reação igual e contrária: se a criança aprende que vai ser repreendida depois de fazer algo errado, vai aprender naturalmente a se proteger mentindo. Dessa forma, começa a desenvolver-se um adulto inseguro e mentiroso, que desde pequeno terá dificuldades de enfrentar as verdades e as realidades da vida, com as suas consequências.

Falsos elogios também podem ser considerados como mentira, desculpas exageradas e difíceis de serem acreditadas, assim como as “mentiras brancas”, ou seja, aquelas mentiras para justificar situações inocentes, como não querer atender alguém e mandar dizer que estamos ausentes etc.

Formas de ajudar os mentirosos a corrigir essa falha começam com exemplos, mostrando como é muito mais simples enfrentar uma verdade, por pior que possa ser, do que ter que conviver com o peso da mentira e com todas as consequências que isso acarreta.
Terapeuticamente, a TCC, terapia cognitiva comportamental, é a abordagem mais indicada, porque, por meio de exemplos e demonstrações, ajuda o paciente a aprender a enfrentar a sua realidade, reagir a ela e aprender a se assumir, melhorando a própria autoestima e vivendo a vida da forma mais simples e proveitosa possível.

A terapia que se utiliza da hipnose dinâmica também é muito eficaz, porque ajuda o paciente a entrar em contato com o próprio eu, com a própria essência, com o seu inconsciente e, através da própria imaginação, o paciente é estimulado a ver e refazer os processos da mentira, corrigindo-os, até conseguir criar uma visualização correta e gravar essa última versão como a definitiva no próprio registro mental.

Alguns comportamentos e atitudes da comunicação não verbal ajudam a identificar gestos e sinais peculiares de alguém que está mentindo:

- A pessoa que mente não olha direto nos olhos, desvia o olhar com frequência.

- Os olhos piscam com maior frequência do que normalmente.

- Os movimentos corporais, especialmente a cabeça, são projetados para trás.

- Os membros, tanto os superiores quanto os inferiores, ficam cruzados permanentemente, alternando a postura, o cruzamento.

- As mãos ficam tremulas e frias.

- A respiração se torna mais ofegante, com suspiros longos e intensos.

- Quando descoberto, o mentiroso perde a naturalidade e assume atitudes mais exageradas e exuberantes. 

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Solidão






A solidão pode ser contagiosa e se transmite num grupo social, como um resfriado. A informação é de um estudo feito nos Estados Unidos, a pesquisa destaca que, gradativamente, durante um período de tempo, as pessoas nessa situação acabam se afastando dos seus círculos sociais.

A SOLIDÃO PODE MATAR

A cada dia que passa, mais e mais indivíduos se queixam de um dos sentimentos mais antigos:   Solidão.  O que faz com que as pessoas se sintam reclusas em si próprias? O será que está acontecendo com a humanidade, cada vez mais individualista e solitária? É imprescindível que todos os dias o indivíduo repense seus valores, esqueça mágoas passadas, reconcilie-se consigo mesmo, estenda a mão, perdoe, sinta saudades, desabafe, medite, resgate amizades esquecidas, confraternize-se, integre - se, valorizando a vida e o seu semelhante. A falta destes hábitos são alguns dos agentes que fazem com que as pessoas se sintam só.  Por que a humanidade está cada vez mais individualista e os relacionamentos cada vez menos duradouros?  Parece  que o mundo está ficando grande demais e elas já não se encontram  dentro dele.  Embora esse sentimento seja único, cada um o experimenta de formas e sob condições diferentes: uns se sobrecarregam de tarefas, que nem sempre têm condições de realizar; outros  colecionam "pseudos amigos", com os quais pouco se relacionam dosando o grau de intimidade que os envolve. Inúmeras sugestões se afloram para minimizar a solidão que parecem fáceis e gratificantes.  Sobre o assunto, falamos com o Dr. Leonard Verea, Médico Psiquiatra especialista em Hipnose e Medicina Psicossomática.

1.       Há cura para a solidão?
Dr. Verea - O homem é o único animal que não sobrevive sozinho.  Como seres sociais precisamos estar no meio de pessoas, conviver com os outros para poder encontrar nosso equilíbrio.  Vivemos em função de símbolos positivos e/ou negativos que nós mesmos alimentamos.  Culturalmente, nos acostumamos a certos preconceitos e limites que nos fazem sofrer muito, especialmente quando estamos sozinhos. Sentimo-nos, muitas vezes, inseguros a ponto de procurar e freqüentar lugares com "gente", mas temos dificuldades em ir sozinhos a festas, cinemas, restaurantes, etc.  Juntando estas informações, encontramos a cura para a solidão: SAIR... não ficar fechados dentro de casa, do casulo que nos prende e sufoca; sair do ambiente que propicia a alimentação dos símbolos negativos que nos levam à tristeza e depressão. Precisamos nos forçar para ir encontrar "gente", buscar nossa "tribo", freqüentar todos aqueles ambientes que gostamos e que podem nos oferecer oportunidades para jogar para trás a solidão.  O isolamento excessivo é prejudicial.

2.       Uma solidão é diferente das solidões dos outros?
Dr. Verea - A solidão é uma sensação individual.  Existe a solidão de quem está longe da família; a solidão de quem não tem família nem amigos; a solidão de quem não pode mostrar fragilidade, que leva à insegurança, medo, etc. Como exemplo podemos citar um dirigente de uma empresa ou de uma nação, sempre solicitado a cumprir um papel importante ou a tomar decisões às vezes difíceis e que em hipótese alguma pode  mostrar o outro lado da sua personalidade.  Pode-se também sentir solidão até acompanhado.

3.       Por que tanta gente se sente só mesmo estando acompanhado?
Dr. Verea - Solidão é algo que diz respeito a nós mesmos, a forma de como encaramos a vida e de como criamos a relação de complementaridade com a vida versus a relação de competitividade. Podemos nos sentir tremendamente sozinhos no meio da multidão, se não nos identificamos com ela, assim como podemos nos sentir muito bem sozinhos, se precisamos daquele momento de reflexão para entrar em equilíbrio conosco e com a vida.  Neste caso, a solidão é saudável.

4.       Quem sofre mais com a solidão:  o homem ou a mulher?
Dr. Verea - Acho que é equivalente, porém o homem tem menos preconceito em sair sozinho e buscar companhia do que a mulher.

5.       Solidão depende de idade?  É mais acentuada na velhice?
Dr. Verea - Não, mas a velhice,m infelizmente, acentua todas aquelas dificuldades que se desenvolvem ao longo da vida.

6.       Solidão e depressão podem estar relacionadas com riqueza ou pobreza?
Dr. Verea - Podem.  Uma pessoa às vezes se isola, pois acha que todos que dela se aproximam buscar seu dinheiro.  E isso é realmente lamentável.

7.       A solidão pode se transformar em doença?
Dr. Verea - Sim, quando não conseguimos enfrentar e vencer este sentimento, sentimo- nos cada vez mais frágeis e expostos às intempéries da vida, portanto menos imunes, fortes, resistentes às doenças. Começamos a alimentar uma baixa auto-estima, nos gostando e nos aceitando cada vez menos, nos tornando cada vez mais impotentes, chegando à depressão física e emocional.  A cura está no aconselhamento profissional.  Somos especialistas na cura pela hipnose e na medicina psicossomática.

8.       A solidão pode gerar inveja?
Dr. Verea - Quando se vive uma baixa auto-estima e um estado depressivo, invejar a vida dos outros é muito mais fácil e interessante, ajudando a alimentar este círculo vicioso.

9.       As pessoas podem até cometer homicídios por ter auto-estima baixa?
 Dr. Verea - É muito mais comum cometer suicídio, por achar, num certo ponto da vida,  de que nada mais vale a pena.

10.  Dê algumas dicas para minimizar o problema, enquanto um tratamento médico não chega.
Dr. Verea - Cultive seu carisma e torne sua personalidade mais marcante. Estude, leia e se atualize, Descubra o segredo de uma convivência feliz, integral, saudável e verdadeira, sem discriminações ou preconceitos. Participe. Não deixe que o isolamento social se torne uma grave doença.

Seja sincero e sensível com os outros.

Cultive o hábito de sorrir e do bom humor.

Cumprimente as pessoas pelo aniversário, nascimento de um  filho ou um trabalho bem feito.

Não economize palavras tais como: muito obrigado; bom dia; com licença; por favor; parabéns.

Comunique-se sempre que puder, telefonando, enviando cartões, flores, bombons. Todos gostam de ser  lembrados -   inclusive você.

As pessoas mais carismáticas e admiradas são aquelas, cuja  humildade é sua maior virtude. Não seja arrogante.  Saia de uma  batalha, de onde todos sejam vencedores - inclusive você .

Interesse-se pelo próximo ajudando-o e descobrirá a magia de se sentir útil.  É preferível ajudar do que precisar de ajuda.

Procure admirar e não invejar, incentivar e não encolher, ser escolhido e não escolher.

O crescimento interno certamente o fará se livrar do eremita que há dentro de si, dando lugar a uma nova pessoa admirada.