quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

HIPNOSE, A CURA SEM REMÉDIOS








Apenas com a sugestão e o desbloqueio mental, o método combate desde fobias, depressão até alcoolismo e obesidade

Quando se fala em hipnotismo, a maioria das pessoas logo pensa em magia ou poderes paranormais. No entanto, essa técnica é hoje usada na medicina, com excelentes resultados, para o tratamento de diversos males, desde gastrite, úlcera e alergias até ansiedade, gagueira, depressão e alcoolismo.

A hipnose é uma arte muito antiga, que permite a alguém entrar em contato com o inconsciente de outra pessoa, desbloqueando os mecanismos de defesa. Por isso, sua ação mais eficaz é na cura de doenças de origem psicossomática – explica o médico e cirurgião Leonard Verea, formado em Milão, na Itália, que aplica o método de hipnose dinâmica em São Paulo. Com base nos cerca de 1900 pacientes que já atendeu com essa técnica, o especialista garante que ela permite chegar à cura total em 80% dos casos, sem recorrer a nenhum remédio. Mas, para difundir o seu uso, diz que é preciso combater a ideia errada, ainda comum, de que hipnose se liga à religião ou à magia.

“Não faço mágica ou milagres, apenas uma técnica médica. O importante é que a pessoa queira curar-se por meio da hipnose, pois ninguém pode ser hipnotizado se não quiser e menos dizer ou fazer a sua própria vontade”, diz Verea.

O Método de hipnose dinâmica, desenvolvido desde 1975 na Itália para fins terapêuticos, é uma ferramenta, um ato médico e trás muitos avanços em relação à hipnose tradicional. Em vez de usar o relaxamento e a comunicação verbal para levar o paciente ao transe, aplica a comunicação não-verbal, como postura, gestos, ruídos e toques que descarregam e provocam tensão. “Quanto mais tensa a pessoa fica, mais fácil é hipnotizá-la. Os extremos – relaxamento e tensão – se aproximam. Além disso, pela hipnose dinâmica faço o indivíduo chegar à fase de indução em 3 a 4 minutos, enquanto o método tradicional leva de 20 a 30 minutos” afirma o médico.

A duração das sessões varia para cada caso. Primeiro o paciente passa algumas informações ao médico em estado consciente e depois, se comunica com ele sob indução hipnótica. “Durante a sessão, a pessoa fica hipnotizada o tempo que for necessário. E a qualquer momento posso interromper o processo, pois todos temos um nível de tolerância em nossa mente”, frisa Verea.

O tempo de tratamento também varia. Mas, segundo o especialista, dura o máximo alguns meses para chegar aos resultados que, a psicoterapia convencional costuma levar anos. 



Uma nova abordagem para o tratamento de doenças psicossomáticas

A técnica exclui a indução verbal e adoção de técnicas de comunicação não verbal, em que o paciente permanece consciente, com capacidade de percepção do tempo, espaço e principalmente controle de seus atos

Quando se fala em hipnose, muitas pessoas ainda acreditam que a técnica é um ato de magia. Na verdade, é uma ferramenta, um ato médico, que proporciona ao paciente um estado profundo de concentração por meio da diminuição da consciência periférica. A Hipnose Dinâmica possibilita o acesso ao inconsciente da mente humana, permitindo ao médico e ao paciente, juntos, localizar e resolve as problemáticas nela contida.

O Método de Hipnose Dinâmica, desenvolvido desde 1975 na Itália para fins terapêuticos, trás muitos avanços em relação à hipnose tradicional. Em vez de usar o relaxamento e a comunicação verbal para levar o paciente ao transe, aplica a comunicação não-verbal, como postura, gestos, ruídos e toques que descarregam e provocam tensão.

Não causa danos e não pode obrigar alguém a cometer atos contrários aos seus princípios. Diferencia-se da hipnose tradicional especialmente pela sua duração e pelo uso da comunicação não verbal, a Hipnose Dinâmica não necessita mais do que três ou quatro minutos para a indução. Consciente durante toda a sessão, o paciente não é passivamente sugestionado, passa a interferir nas mudanças da estrutura da personalidade, conseguindo eliminar seus mecanismos de defesa e deixando que o inconsciente encontre as respostas para os próprios problemas.

O tratamento com hipnose clínica possibilita o contato com o inconsciente, ou seja, com as emoções que não passam pelos julgamentos, críticas e avaliações da mente consciente. A partir da comunicação com o inconsciente, o paciente reconhece seus reais sentimentos (desejos, medos, angústias, dúvidas, paixões) e, desta forma, consegue reordená-los, reorganizá-los de uma maneira que proporcionem bem-estar e equilíbrio pessoal. No tratamento com a Hipnose Dinâmica ajudamos o paciente a substituir os valores negativos adquiridos ao longo da vida, que prejudicam o processo evolutivo e de crescimento, trocando-os por outros positivos, que favoreçam o bem-estar físico e emocional do paciente.

Pode ser aplicado em casos de Tabagismo, Alcoolismo, Drogas, Obesidade, Gagueira, Depressão, Ansiedade, Fobias, Problemas Sexuais e todos os problemas de origem psicossomática. Como em qualquer outro tratamento de doenças psicossomáticas, na primeira consulta o médico avalia o problema do paciente. O diferencial é que já no encontro inicial, é feito um teste de indução hipnótica para que os caminhos da terapia sejam definidos. No decorrer das consultas, o médico utiliza a hipnose clínica para a indução a um estado alterado da consciência. O método leva no máximo de 3 a 4 minutos e o paciente continua consciente. A grande vantagem da técnica é que o contato com o inconsciente é facilitado, proporcionando um tratamento mais assertivo e com resultados práticos.

Não é mágica muito menos milagres, apenas uma técnica médica, é uma ferramenta do tratamento que não causa danos e não pode, em hipótese alguma, obrigar alguém a cometer atos contrários aos seus princípios, devido aos níveis de tolerância e as censuras que cada indivíduo possui. O importante é que a pessoa queira se curar por meio da hipnose, é válido salientar que ninguém pode ser hipnotizado se não quiser, se não permitir.





Eu não sou assim, Estou assim

O livro aborda temas que provocam desconforto. Sintomas como ansiedade, depressão, pânico, medo, fobias, insônia, ou hábitos e vícios que concretamente prejudicam a harmonia de um todo composto por corpo, mente, coração e intelecto: problemas psicossomáticos e comportamentais que levam a pessoa a se sentir estranha, árida e incapacitante: Eu Sou Assim, é o que a maioria pensa de si mesmo, sem muita Autoestima. Quando sou procurado por um paciente, que se sente vitimizado por qualquer um desses sintomas, procuro ajuda-lo mostrando a ele que: Você não É assim. Está assim. “Estar” é transitório, enquanto “Ser” é categórico. A Hipnose Dinâmica, cúmplice em todos os passos dessa minha Jornada Terapêutica, ajuda o paciente a se perceber melhor, para que ele deixe de “estar” e volte a “ser” o que realmente é, com conforto e consciência. Esse é o enfoque principal do livro, com relatos de patologias em forma de histórias simples, com conteúdo e profundidade, o que amplia a abrangência do interesse, que não fica restrito a portadores de qualquer sintomatologia. O simples sempre encontra ressonância em mais leitores.Por meio desses temas, que minha prática clínica aborda, procuro esclarecer e transformar a incompreensão das “dores” emocionais que tanto incomodam, em um “bem estar” que abre possibilidades de cura. Esse é o meu intuito ao escrever este livro e acredito que vai beneficiar todas as pessoas que o lerem.

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Esclarecimentos sobre depressão









A depressão se apresenta como uma falta de gosto pela vida, como um transtorno afetivo e do humor. O indivíduo depressivo normalmente tem uma visão distorcida da realidade e não consegue perceber um futuro que seja prazeroso. Apresenta apatia frente aos diferentes estímulos que a vida lhe apresenta.







A depressão é uma alteração no pensamento, uma quebra de raciocínios que antes seguiam uma linha e que agora mediante a este novo estado, começa a pensar e sentir de uma forma até mesmo incoerente. Perdendo um pouco o próprio sentido da vida, suas motivações e objetivos enquanto Ser Humano.







Este transtorno não é apenas psíquico, também é físico na medida que há uma baixa na produção de serotonina, o hormônio que proporciona as sensações de prazer no corpo, sendo as vezes necessário medicamentos. Isso acontece na medida em que métodos de psicoterapia não são suficientes ou ter procurado um profissional depois de um certo tempo do sintoma se manifestar.







A hipnose, possibilita diferentes articulações do pensar, o que pode proporcionar mudanças específicas, onde o indivíduo ao vir pensando de uma certa forma, um pensamento viciado, ou mesmo contagiado pelo problema da depressão, pode modificá-lo. O paciente precisa ver transformada suas formas de perceber a si mesmo, o mundo e seu próprio futuro; Do negativo para o positivo. Com a hipnose, é possível coloca-lo em diferentes situações no presente e futuro, onde possa se imaginar já com uma nova realidade. Ver-se em diferentes situações: em casa, com familiares, amigos, no trabalho, na rua ou no clube. O interessante é cobrir o máximo de possibilidades onde o paciente possa se ver nas mudanças de hábitos, pensamentos, comportamentos e nas suas diferentes interações humanas.







Na hipnose, também tem-se a possibilidade do transe, que é um pensamento direcionado, este proporcionará com ainda maior facilidade a mudança. Desta forma, pode-se ajudar o paciente a reaprender ou mesmo aprender novas formas de reagir frente aos diferentes estímulos, que até então eram de apatia. Como mais gosto, mais prazer, voltando à sua vida normal, conquistando um viver mais equilibrado







Estudos demonstram que a depressão entre as mulheres é mais freqüente que nos homens. A que fator o senhor explica este fenômeno?
Dr. Leonard: A maioria das pesquisas indica que 60% das pessoas com depressão são mulheres, porém, apesar das mulheres tentarem mais suicidios, os homens depressivos conseguem, mais do que as mulheres, a concretizar o fato... Acredito que os aspectos culturais que influenciaram as gerações anteriores aos anos 80, tenham reflexos importantes ainda hoje. Apesar da presença feminina na vida ativa da sociedade ser cada vez mais influente, existem ainda casos de cidadãos educados pelos princípios de que a mulher deve ficar em casa e cuidar dos filhos. com toda a tecnologia à disposição de todos nós... A mulher que fica com muito tempo ocioso tem a sensação de impotência e essa depressão, mais as alterações hormonais que acontecem com a mulher na fase reprodutiva, são responsáveis pelo agravamento do problema no sexo feminino

Como as pessoas podem detectar indícios de depressão para procurar um psiquiatra? Há faixa etária em que a doença se manifesta mais freqüente?
Dr. Leonard: .A depressão geralmente se manifesta entre 15 e 24 anos. Podemos detectar indícios de depressão em muitas situações, sendo que as mais comuns e importantes são quando as pessoas começam a viver sem ter desejo, nem motivação para "fazer' e/ou "ser"; quando a pessoa deixa de se cuidar, tanto no aspecto fisico, como no aspecto cultural (p/ex. lendo jornais, se atualizando), quando não consegue por para fora de forma natural toda a tensão acumulada e começa a utilizar "artificios"

Você acredita que ainda há um estigma em relação à depressão? Por quê?
Dr. Leonard:
O termo depressão se popularizou e as pessoas nomeiam muitos problemas como sendo depressão e muitas vezes isso não é verdadeiro. Diante disso, acredito que tenham criado um estigma para a depressão.

Há vários tipos de depressão? O que diferencia a depressão tradicional ou depressão maior da depressão dita menor, o transtorno distímico?
Dr. Leonard:
A depressão maior se caracteriza por episódios depressivos recorrentes que às vezes podem ocorrer uma vez na vida; a doença distímica é uma depressão crônica, de baixo grau de intensidade, permanente, com inicio precoce antes ou durante a adolescência.... Clinicamente, a depressão acontece quando há uma diminuição na quantidade dos neurotransmissores liberados e o sistema nervoso funciona como se estivesse com menos energia. Os neurotransmissores são responsáveis pelas trocas de informações do sistema nervoso central.... A depressão é considerada uma doença de origem psicossomática com sintomas fisicos evidentes, ligados a causas e a efeitos.

E o bipolar?
Dr. Leonard: Trata-se de outro quadro, caracterizado por transtorno da realidade, do humor, onde os episódios de mania se alternam com episódios de profunda depressão.

Uma pessoa obsessiva-compulsiva é deprimida? Trata-se de uma forma de manifestação da depressão?
Dr. Leonard: O transtorno obsessivo-compulsivo é um transtorno da personalidade caracterizado por idéias e comportamentos recorrentes e repetitivos. O paciente percebe que estas idéias e comportamentos estão errados, mas não consegue evitá-los, assim como não tem nenhum prazer no cumprimento destes rituais, que aumentam muito o nível de ansiedade a medida que tenta evitá-los.

Quais os tratamentos recentes utilizados para a depressão? Há casos de cura? Ou melhor, pode-se falar em cura?
Dr. Leonard: Sim. Hoje existem remédios que ajudam no tratamento, mas associar ao tratamento a terapia é muito bom, porque as pessoas encontram na terapia o verdadeiro "porquê" da sua depressão e aprendem a enfrentar o problema, com mais calma e segurança. A cura é possível sim.

O senhor acredita que a depressão pode ser tratada com a medicina alternativa? Em caso positivo, em que casos e quais os métodos? Acupuntura? Homeopatia?
Dr. Leonard: Todos os tratamentos são válidos quando ajudam o paciente a melhorar a sua qualidade de vida, trabalhando tanto as causas do problema, quanto os efeitos. Mas é importante que o paciente se identifique com o tratamento e com o medico ou psicólogo que vai tratá-lo, sem esta empatia o tratamento não tem muita validade.

A depressão é uma doença transmitida pelos genes de antecedentes? Ou se trata de uma doença contemporânea, ou seja, o meio adoece o indivíduo?
Dr. Leonard: O ritmo alucinante no qual o "homem moderno e civilizado" vive hoje sem dúvida contribui para adoecer o individuo, que perde naturalidade e capacidade de resposta aos estímulos. O aspecto hereditário é um fator predisponente bem especifico, e a transmissão pode ser ligada a alterações genéticas; o quadro depressivo é muito somático.


O senhor tem conhecimento dos dados estatísticos a respeito da percentagem de deprimidos pelo mundo? Como está o Brasil nesse quadro?
Dr. Leonard: 8% das pessoas adultas sofrem de depressão em todo o mundo e aproximadamente 15% vão sofrer de depressão em alguma fase da vida. Os números são válidos para o Brasil também.



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