segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Virar a pagina pode te salvar do mal estar





Quando percebemos que uma historia importante já acabou, somos tentados em negar, em resistir. Pelo contrario, precisamos recolocar ao centro, nos mesmos.

Quando nos apaixonamos somos livres dos pensamentos e cheios de vitalidade. Esse estado nos faz sentir bem e nos trás felicidade. Todavia pode acontecer que, com o tempo, a relação do casal se modifique: os mal entendidos, as brigas, as caras feias e os conflitos podem se tornar os protagonistas em desfavor da paixão e do fogo. Quando isso acontece, o encontro/choque com o outro se torna um veneno para alma que nos tira o sorriso. É verdade, as vezes temos dificuldade em aceitar que a historia acabou: o vivemos como uma derrota pessoal, não queremos largar os hábitos que compartilhávamos com o parceiro...mas precisa ficar ligado: conseguimos perder o bom humor e o prazer de viver, a coisa mais importante que possuímos. 

Quando as pessoas se apaixonam, nunca se questionam o porquê disso, mas normalmente quando a paixão acaba, a maior parte das pessoas quer entender, quer saber...algo que, assim como iniciou de forma inconsciente e independente da nossa vontade consciente, logica e racional, acaba da mesma forma, sem motivo aparente, mas simplesmente porque acabou...e a vida continua. Vamos em frente.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

A ação que nasce do vazio




Existem ações, gestos, atitudes e pensamentos que nascem da nossa essência, da nossa interioridade, de forma espontânea: podem parecer sem sentido, porém, são perfeitos, porque permitem à nossa essência, à nossa natureza, emergir.

O indivíduo precisa aprender a curtir o “vazio, o nada”, esses espaços que existem dentro de nós. Saber que o melhor pode se manifestar deste instante específico. Quem sofre de insônia, de ansiedade, de pânico, pensa muito, pensa demais. Fica preso num rodamoinho e perde a possibilidade de escolher o que deve ou não fazer parte de seus pensamentos. Tem a sensação de que é incapaz de lidar com essa força involuntária 
que desencadeia sensações incômodas. Pensamento é energia e, como tal, podemos qualificá-los.

Em primeiro lugar, temos que nos colocar na posição de observadores

Observar já cria um distanciamento, a percepção de que não somos aqueles pensamentos. O segundo passo é sentir que existe um intervalo entre eles, um silêncio fértil que é nossa essência, lugar onde tudo “é”, simplesmente, sem precisar ficar se explicando. A partir daí podemos sentir o rodamoinho se desfazendo e tomamos consciência da falta de consistência de tudo o que os pensamentos estavam criando. Enfim, entendemos que não podemos deixar que uma energia mal qualificada invada o nosso espaço de paz.  “Isso não me pertence”, é uma chave mágica que abre, cada vez mais, as portas de nosso silêncio interior. É um processo simples, mas precisa de treinamento. Não temos o hábito de observar o que pensamos, não sabemos que podemos escolher o que pode ou não fazer parte da nossa vida nesse campo sutil. Precisamos aprender a substituir um pensamento que nos faz mal por um outro que nos dá prazer.

A cura se manifesta quando aprendemos a reciclá-los
“Isto é bom, isto é ruim, este eu quero que faça parte de mim, aquele não”. Temos que nos perguntar sempre: como me sinto com este tipo de pensamento? Feliz? Corajosa? Serena? Relaxada?  Se a resposta for sim, aceite-o. Caso contrário observe o rodamoinho se desfazendo ao dizer: este pensamento não me pertence, não permito que ele ocupe o meu espaço porque eu me amo, me respeito e mereço ser feliz!
Essa postura tem que se tornar um hábito. Você já reparou que temos uma tendência muito maior a entrarmos em sintonia com ondas de pensamentos incômodos? Vamos mudar nossa frequência, isso fará toda a diferença!

Leonard F. Verea é médico psiquiatra formado pela Faculdade de Medicina e Cirurgia de Milão, Itália. Especializado em Medicina Psicossomática e Hipnose Clínica; é membro de diversas entidades nacionais e internacionais. Contatos: verea@verea.com.br  www.verea.com.br 

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Cuidado com os remédios para dormir




Para quem passa as noites sem conseguir dormir, o relógio é cruel. Na arrastada luta contra a insônia, remédios calmantes surgem como armas rápidas e infalíveis para vencer o problema. Dados da Anvisa, mostram que os benzodiazepínicos, como são chamados tecnicamente, estão no topo da lista de remédios controlados mais vendidos no Brasil. E a comercialização cresce a cada ano, embora os efeitos colaterais e o risco de dependência sejam amplamente conhecidos. O consumo indiscriminado de indutores de sono, representa sérios riscos para a saúde, apesar do perigo, os remédios de efeito calmante são os mais vendidos por alguns laboratórios. Essas substâncias induzem um sono artificial e são indicados em casos clínicos específicos, por períodos determinados. Pacientes que fazem uso crônico geralmente desenvolvem tolerância e necessitam de doses cada vez maiores. Usados no tratamento de transtornos de ansiedade e epilepsia, essas medicações acabam agindo contra a insônia por terem influência sobre o sistema nervoso central, promovendo estado artificial de relaxamento. Essas drogas também produzem efeito sobre o centro de recompensa cerebral, desencadeando a liberação de substâncias que dão sensação de prazer. O mecanismo caracteriza um potencial gerador de dependência, que se torna maior com o uso crônico. A mudança de hábitos de vida é o que realmente vai fazer diferença (contra a insônia), mas requer esforço, disciplina e paciência. Os efeitos colaterais são o aumento do risco de quedas e acidentes, sedação excessiva e comprometimento da memória e das funções cognitivas. Boca seca e enjoos são outras prováveis consequências adversas. Pacientes que desenvolvem dependência são tratados com a descontinuação gradual do uso do remédio.