segunda-feira, 15 de junho de 2015

Relacionamentos.......


Sempre acho que namoro, casamento, romance tem começo, meio e fim. Como tudo na vida.
Detesto quando escuto aquela conversa:
– Ah, terminei o namoro…
– Nossa, quanto tempo?’
– Cinco anos… Mas não deu certo…acabou
– É não deu…?
Claro que deu! Deu certo durante cinco anos, só que acabou.
E o bom da vida é que você pode ter vários amores.
Não acredito em pessoas que se complementam. Acredito em pessoas que se somam.
Às vezes você não consegue nem dar cem por cento de você para você mesmo, como cobrar cem por cento do outro?
E não temos esta coisa completa.
Às vezes ele é fiel, mas não é bom de cama.
Às vezes ele é carinhoso, mas não é fiel.
Às vezes ele é atencioso, mas não é trabalhador.
Às vezes ela é malhada, mas não é sensível.
Tudo nós não temos.
Perceba qual o aspecto que é mais importante e invista nele.
Pele é um bicho traiçoeiro.
Quando você tem pele com alguém, pode ser o papai com mamãe mais básico; que é uma delícia.
E as vezes você tem aquele sexo acrobata, mas que não te impressiona…
Acho que o beijo é importante…e se o beijo bate… se joga… se não bate…mais um Martini, por favor… e vá dar uma volta.
Se ele ou ela não te quer mais, não force a barra.
O outro tem o direito de não te querer.
Não lute, não ligue, não dê pití.
Se a pessoa tá com dúvida, problema dela, cabe a você esperar ou não.
Existe gente que precisa da ausência para querer a presença.
O ser humano não é absoluto. Ele titubeia, tem dúvidas e medos mas se a pessoa REALMENTE gostar, ela volta.
Nada de drama.
Que graça tem alguém do seu lado sob chantagem, gravidez, dinheiro, recessão de família?
O legal é alguém que está com você por você.
E vice versa.
Não fique com alguém por dó também.
Ou por medo da solidão.
Nascemos sós. Morremos sós. Nosso pensamento é nosso, não é compartilhado.
E quando você acorda, a primeira impressão é sempre sua, seu olhar, seu pensamento.
Tem gente que pula de um romance para o outro.
Que medo é este de se ver só, na sua própria companhia?
Gostar dói.
Você muitas vezes vai ter raiva, ciúmes, ódio, frustração. Faz parte.
Você namora um outro ser, um outro mundo e um outro universo
E nem sempre as coisas saem como você quer…
A pior coisa é gente que tem medo de se envolver.
Se alguém vier com este papo, corra, afinal, você não é terapeuta.
Se não quer se envolver, namore uma planta. É mais previsível.
Na vida e no amor, não temos garantias.
E nem todo sexo bom é para namorar
Nem toda pessoa que te convida para sair é para casar.
Nem todo beijo é para romancear.
Nem todo sexo bom é para descartar. Ou se apaixonar. Ou se culpar.
Enfim…quem disse que ser adulto é fácil?

FATO – No tempo certo…Na hora certa.

Arnaldo Jabor

segunda-feira, 8 de junho de 2015

A animação *perfeita* para entender algo que poucos dizem sobre medos



Medo
 
Mudar para melhor!

Sintomas e Tratamentos do Medo
O medo é uma emoção saudável no ser humano. Normalmente, nos protege contra ameaças reais à vida. Todas às vezes, que nos deparamos com circunstâncias inesperadas, que representam perigo, surgem os sintomas desse quadro. Mas o que devemos fazer quando tudo, qualquer situação cotidiana, nos causa essa insegurança e nos paralisa?
"Um dos efeitos do medo é perturbar os sentidos e fazer com que as coisas não pareçam o que são." Miguel de Cervantes – Dom Quixote, século XVII. 

Quando o Medo se Torna uma Doença
O medo patológico limita de alguma forma a vida das pessoas. O problema é mais comum do que se possa imaginar e vêm sendo registrado com frequência cada vez maior em consultórios psiquiátricos e clínicas psicológicas. O medo patológico se diferencia do normal por vários motivos:
• não tem razão objetiva;
• não tem base na realidade concreta;
• o próprio paciente sabe ser absurdo o que sente;
• provoca uma aflição (ansiedade) desmedida e
• é acompanhado de sintomas físicos (falta de ar, sudorese, etc.)
O exagero é um quadro clínico de fobia ou de pânico e, normalmente, está relacionado à ansiedade patológica, angústia e, principalmente, depressão. O indivíduo com síndrome de pânico sofre tremedeiras pelo corpo; é tomado pela tontura súbita, a pressão arterial dispara e coração bate descompassado. Os sintomas são parecidos com os de um infarto e, nesse instante, a morte ou a loucura iminentes parecem certas. Depois da primeira crise, o paciente costuma submeter-se a uma batelada de exames clínicos; o médico verifica que não há nada de errado e, mesmo assim, as crises continuam. Um dos piores aspectos do pânico é o "medo de ter medo". 

Tratamentos para o Medo, Síndrome de Pânico e Fobias
A boa notícia para quem sofre desses “males da vida moderna” é que, ao contrário de antigamente, já existe um grande leque de tratamentos para essas doenças. Os remédios - antidepressivos e ansiolíticos - são uma opção. Entretanto, para quem não quer se submeter às dosagens medicamentosas, uma excelente alternativa de cura é o tratamento através da medicina psicossomática e hipnose dinâmica.


segunda-feira, 1 de junho de 2015

A AutoEstima Como Reflexo de Si Mesmo





Como combater os fracassos? Por que os outros nos veem de forma diferente de como nós próprios nos vemos? Por que para os outros tudo parece ser tão fácil? Por que não consigo ser feliz? Por que mais de 50% dos brasileiros sofre de baixa autoestima?

Cada pessoa pensa sente, fala e se movimenta da maneira que lhe é própria e que corresponde à imagem que faz de si mesma. Essa autoimagem sempre tem aspectos físicos, sociais ou intelectuais. Nem sempre, porém, ela reflete essa dimensão múltipla. Com frequência, misturam-se todas as sensações num pacote único, perdendo-se a amplitude da personalidade, o que acaba por traduzir uma autoestima baixa.

A autoestima é um dos fatores que influenciam diretamente todas as atitudes que a pessoa pratica, na forma como vê o mundo, na sua autoavaliação, na imagem que passa aos outros. Ela se processa de acordo com as convicções que são passadas à criança, desde sua vida intrauterina até as outras fases do desenvolvimento humano. Na infância simplesmente absorve convicções, certas ou erradas, que carrega para o resto da vida e que vão contribuir para a construção da autoestima.

Ela não está, necessariamente, ligada à posição socioeconômica, à beleza física ou a status. Porém, o somatório desses e outros valores interfere diretamente no seu grau. Uma pessoa cuja autoestima é baixa está fadada ao insucesso, a carências e à insatisfação pessoal. Se, mesmo em nível inconsciente, não ama a si própria, como pode esperar que outras pessoas a amem? Todos os desajustes e conflitos psicossociais, preconceitos religiosos, raciais, conceitos distorcidos de velhice, de doença, de sexo, sentimentos de culpa, de pecado que lhe foram passados na infância, provavelmente a seguirão pelo resto da vida e influirão diretamente na sua autoestima.

Quando a autoestima é baixa, o crescimento fica estagnado, a coragem diante da vida diminui, desistimos de arriscar coisas novas e até de sonhar. Por isso, diz-se que a autoestima é um valor de sobrevivência. Vamos mudar isso? Você é aquilo que acredita, portanto, saber se dar valor abre um mundo novo de relacionamentos com pessoas semelhantes, mais respeitosas, confiantes e hábeis, pois nos tornamos mais abertos e mais claros. Evite também aquelas com baixa autoestima que rodeiam sua vida e a intoxicam em vez de alimentar.

Para que importantes mudanças aconteçam em sua vida, você deve seguir sete princípios básicos:

Agora, somente agora - não quero viver no passado ou projetado no futuro: o que conta é o presente, viver o momento.

Gostando mais de mim - visto a roupa que mais gosto. Faço isso por mim mesma e para me gostar mais, desde o começo do dia.

Contradição? Que prazer! - normalmente me comporto assim, mas hoje farei o contrário. Desta forma acerto as contas com todas as partes que vivem em mim.

Sentimentos de culpa? Adeus! - o que foi feito está feito. Agora é melhor fechar os olhos e curtir ao máximo a minha transgressão.

Prazeres e dores: uso e jogo fora - não fujo das emoções, as curto ao máximo. Depois, continuo vivendo.

As palavras e os gestos para me estimar - olhos nos olhos, nunca perguntar "por que?", nem "como sou azarado".

Nunca tem um jeito só - observei as coisas por pontos de vista diferentes: assim consegui sair do óbvio.

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Infidelidade


Até algum tempo atrás, o homem traia mais que a mulher. Era muito mais “oficial”, muito mais declarado, mesmo porque a mulher não tinha as atividades e as funções que conquistou e que hoje fazem com que ela seja muito mais ativa dentro do contexto da sociedade. A mulher era relegada a casa e à educação dos filhos. Não era educada para ser uma pessoa ativa dentro da sociedade em que vivia. Hoje ela é forte, ativa muitas delas são responsáveis pelo lar.

Apesar dos números desta maior independência e, dessa autonomia mostrarem que homens e mulheres traem de forma parecida, hoje em dia, existem razões que nos levam a acreditar que o homem ainda trai mais que a mulher. O homem é mais instintivo e isso o leva, a saber, mentir menos, abrindo espaço para ser descoberto mais facilmente. A mulher por ser mais madura que o homem, acaba sabendo trair mais discretamente.    

O relacionamento entre homem e mulher, assim como todos os relacionamentos, existe como resultado de uma opção que se renova constantemente. A partir do momento, em que essa opção não se renova, o relacionamento também não se renova. Quando o relacionamento se sustenta por obrigação, perde o efeito e deixa de existir.
       
O homem, o indivíduo, precisa demarcar o seu território. Um comportamento típico e instintivo é o do cachorro macho que demarca o seu território urinando em pequenas quantidades por muitas vezes, diferente da fêmea que faz grandes quantidades por menos vezes. Isso acontece para que o macho possa demarcar o seu território, para que os outros cachorros machos saibam que aquele é seu território. Isso foge um pouco à realidade dos grandes centros urbanos, mas geneticamente é dessa forma que os homens fazem.
A infidelidade é também uma forma do macho confirmar a própria masculinidade.
      
Existe uma grande diferença entre homem e mulher, no sentido que a mulher se apaixona e o homem se excita. O homem pode ficar excitado sem necessariamente estar apaixonado, mas é claro que não devemos generalizar. Enquanto isso, a maior parte das mulheres, para ficar excitada, tem que estar apaixonada. Isso gera uma grande diferença no relacionamento homem e mulher e na relação de fidelidade.
       
O principio parte do fato de utilizarmos nossa mente de duas formas: a lógica, racional, que é nosso consciente e, a analógica, irracional, que é o nosso inconsciente. Ou seja, temos sempre a razão versus a emoção se defrontando.
       
Se a traição é uma questão puramente lógica e racional, pode-se trair mesmo amando o parceiro, porque a traição parte de um gesto mecânico. Quando a traição começa a envolver emoções, se torna incompatível trair, amando o parceiro e isto vale para ambos os sexos.
       
Todas as relações entre pessoas se sustentam em cima de três situações básicas: desejo, necessidade e motivação, que precisam estar sempre juntas. Quando existe só uma ou duas delas, não existe a relação. A partir daí o indivíduo trai por não ter vínculos e, aparentemente, não ter obrigações.
      
A infidelidade faz parte do gênero humano, tanto a sentimental, amorosa, sexual, assim como a infidelidade nos relacionamentos interpessoais e profissionais.
       
Cada um de nós tem um preço. Quando um profissional ganha R$ 1.000,00, satisfeito, recebe uma proposta para ganhar R$ 1200,00, começa a pensar na possibilidade de mudar de emprego. ‘E natural, instintivo, faz parte do gênero humano. Na maior parte dos casos não se consideram todos os antecedentes, tudo aquilo que foi semeado, tudo o que foi plantado, não se consideram as conseqüências, como por exemplo, começar num ambiente novo, etc., etc..
A possibilidade de ganhar um pouco mais e ter algum benefício, muitas vezes justifica  a tentação em mudar a situação existente. Isso vale também para os relacionamentos sentimentais. A pessoa trai quando acha que vai receber algum benefício, quando existe alguma falha ou falta alguma coisa no relacionamento, quando está mais carente, quando a necessidade de colo, de atenção, de carinho, de sexo não está sendo preenchida. Se nesse momento aparece alguém que estimule, que cutuque, que desperte esse desejo, essa necessidade, essa motivação, a pessoa pode trair, para eventualmente depois se arrepender de ter traído. Mas trai porque isso faz parte da natureza humana.
     
A capacidade do casal em fazer com que o parceiro ou a parceira não traia, é ligada diretamente à capacidade de renovar a opção feita e de fazer com que essa opção seja permanentemente renovada.
      
A cura para a infidelidade é preencher os vazios que podem estar acumulados nos outros, aproximando cada vez mais o desejado do possuído.
Casais que estão juntos há muito tempo, se conhecem muito bem e, aparentemente, não têm mais segredos, portanto curiosidades. A sociedade consumista desenvolveu técnicas e artifícios para que as pessoas se modifiquem, mostrando cada vez mais facetas diferentes, para manter sempre ativados os desejos e as curiosidades. Por exemplo, as mulheres se utilizam de cabeleireiros, mudando a cor do cabelo, fazendo as unhas, mudando a cor delas. Os salões de estética estão em alta. Utilizam-se cada vez mais acessórios como, brincos, colares, pulseiras, lingeries, roupas diferentes, variadas. O fato novo é que o homem também começou a desenvolver esse sentimento de vaidade e procura se renovar sempre, para fazer com que a parceira não precise procurar em outro macho, aquilo que pode encontrar nele mesmo.
       
As pessoas que vivem estas situações: ter traído ou ter sido traído, buscam ajuda de especialistas para que, em um processo de auto-conhecimento, possam se conscientizar de quem elas são, o que elas querem e o que elas podem fazer pra atingir seus objetivos. Só se alcança um objetivo quando se estabelece uma meta clara. Quando não se tem metas não há como saber para onde direcionar toda a energia e o potencial possuído e, dificilmente, vai se conseguir atingir os objetivos, rodando em círculos sem nenhuma eficácia.            

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Temos o cérebro na prisão


Por que a cada transgressão existencial nos sentimos perdidos e em conflito conosco? É nessa escolha de vida a causa dos nossos sofrimentos. Submissos como somos dos padrões e das normas que regulam a nossa sociedade, somos expostos as suas chantagens. Continuando a nos questionar sobre o que é bom ou ruim, arriscamos de viver sempre com o “Livro das regras“ nas mãos.

Ao lado do senso de culpa convivem outros sentimentos que o definem e o completam. São emoções que tendem a bloquear qualquer fantasia que nos estimule a “soltar as amarras” e a viver plenamente.

Os códigos da sociedade regulamentam a nossa vida: fazemos de tudo para que os outros nos aprovem, precisamos nos espelhar sempre em algum modelo de referência e temos sempre a idéia fixa de ficar melhor. Se a nossa vida é assim, temos os sensos de culpa sempre ativados e não temos alternativa.

Nietzsche mostra como isso tudo atinge o homem que busca a vida perfeita e sempre de acordo com todos, que ele define como “o encantamento da sociedade e da paz”.

O encantamento social que nos prende é um emaranhado de códigos, regras, proibições explicitas e não, chantagens emocionais...um mundo onde fazemos distinção entre o Certo e o Errado, onde buscamos os erros cometidos para depois nos culpar deles. Este é o resultado dos muitos modelos familiares, religiosos, culturais, que nos condicionam e que agem na nossa mente continuando nos dizendo o que é o Bem e o que é o Mal, se o nosso comportamento é aceitável ou não, se quem fica por perto aprovaria a nossa atitude ou não, dificultando ao nosso instinto sugerir como viver e ao nosso intuito de nos guiar como uma bússola entre os imprevistos da existência.

O senso de culpa do ser humano é uma consequência da separação do nosso passado, da dificuldade em conviver com ele e de novas situações conflitantes que temos dificuldade em absorver.

Na realidade o nosso cérebro é curioso, criativo e faria um continuo “zapping”, assim como na TV, entre os diversos canais da vida: quando não gosta de algo, quando é repetido, mudaria para algo novo. Nós não, não nos sentimos preparados para pular existencialmente de um canal para o outro, acreditamos de ter que respeitar sempre a imagem que demos, sem nos distanciar desta idéia. Talvez tenhamos construído com esforço e desgaste, suamos para fazer com que os outros nos aceitem e nos aprovem. É nesse momento que entra em jogo o senso de culpa para agir como um freio de mão: inibir qualquer iniciativa um pouco fora das regras, nos mantendo dentro das fileiras, fazendo com que as nossas ações sejam sempre dentro um nível conhecido,  aceito e controlável.

Existe uma grande diferença entre uma poça e o mar aberto. A primeira é feita de água “morta”, sem surpresas. O segundo é um mundo em movimento, onde as ondas, o vento e as correntezas tornam muito vivo e imprevisível o fluxo da água.

O senso de culpa tem a função de nos deixar longe do mar aberto, de não nos deixar nem conhecê-lo, de estacionar em um espaço tranquilo, onde não se machuca ninguém e se fica ali, junto com os outros. Mas é uma situação que mata a alma e a sua criatividade, que impede de amadurecer e descobrir as próprias potencialidades e autonomias para poder se separar do cardume.

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Vencendo o medo de não conseguir


Muitas vezes, o medo de errar limita nossa capacidade e conseguimos menos do que esperamos. Esse medo de errar desaparece quando percebemos que a vida não é uma série de obrigações, mas um caminho de contínuas descobertas.

Todos os dias, erramos e acertamos, perdemos alguma oportunidade ou a aproveitamos. Alcançar objetivos é matar um leão por dia, e isso assusta muito.
“Precisamos perceber que não existe nada de definitivo ou para sempre, não existem fracassos permanentes.”
“Quando alguma atividade que desenvolvemos não dá certo, ao invés de ficarmos deprimidos, vamos continuar, sem ficar nos julgando permanentemente.”

Com essa atitude mental, o fracasso deixa de ser um obstáculo que compromete nossa autoestima e se torna um estímulo para melhorar cada vez mais a “pontaria” no alvo de nossos objetivos. Com aprendizado, tornamos a flecha certeira, por mais que os obstáculos estiquem nosso arco.

Quando acontece o erro, questione-se: “aonde esse erro vai me levar”?
Algumas derrotas podem ser fundamentais. Talvez não fosse a hora, talvez não fosse o rumo certo. Precisamos aprender a ler as entrelinhas dos “acasos”, pois tudo acontece porque tem que acontecer. Nós atraímos, inconscientemente, tudo o que nos fará aprender, amadurecer, crescer. Se pensarmos no que temos atraído, talvez possamos aprender com menos dor.

Chico Xavier já dizia: “Não podemos voltar atrás e fazer um novo começo, mas podemos começar agora e construir um outro fim”. A frustração por não termos conseguido atingir um alvo é natural, mas se nos limitamos a ver somente o que erramos corremos o risco de não valorizar todos os acertos, que certamente existiram. Vamos treinar a nossa sensibilidade para identificar, no meio dos resultados negativos, aquilo que existe de positivo e, a partir daí, recomeçar.

Temos que aprender a nos valorizar. A ajuda dos outros deve ser encarada, quando necessária, como uma muleta temporária, não como impossibilidade permanente de caminharmos com os nossos próprios pés. Quem quer se sentir emocionalmente cadeirante? Temos que aprender a enfrentar os desafios, valorizando os nossos próprios recursos, aceitando os medos e superando-os, sem fugir de derrotas, sem se cobrar perfeição, sem julgamentos limitantes. 
Precisamos diminuir aquela sensação de solidão e de abandono
Elas muitas vezes acompanham os distúrbios e as doenças que vivemos. Precisamos ter um olhar menos crítico, mais “bondoso” com o que consideramos nossos inimigos interiores, nossos medos, nossas dificuldades, com o que pensamos serem os nossos “defeitos”. Todos esses aspectos da personalidade, se aceitos e valorizados, acabam por constituir a nossa unicidade, aquilo que possuímos de mais precioso.

Assim como os monstros da nossa infância desapareciam com o nascer do sol, os nossos medos desaparecem quando acendemos a luz de uma nova aceitação e confiança.
Herói não é quem faz coisas extraordinárias, mas aquele que consegue viver a vida com paixão e prazer. Amar a vida, mesmo quando parece que as coisas não dão certo, renovar a confiança.

Quando se vive como vítima, não se consegue atingir a meta prefixada, não se aproveitam todos os recursos de que se dispõe: delega-se a solução do problema a quem está ao seu lado, transmite-se ansiedade e insegurança a todos que estão ao seu redor.

Temos que aprender a criar formas pensamento de prazer, de otimismo, que serão os alicerces que nos sustentarão em momentos mais difíceis. Sempre que pensamentos pessimistas quiserem pintar a sua vida com cores escuras, pegue em sua alma uma paleta cheia de cores e dê à tela dos seus pensamentos o visual que você quer para a sua vida.

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Entender a ansiedade para administrá-la melhor

 
Se conseguir eliminar a palavra “porquê”, a ansiedade é eliminada facilmente.

A nossa mente inconsciente não se importa com as causas e os porquês das coisas, aliás, as enfrenta e as rejeita. Ela assume os fatos como eles se manifestam, no instante, no aqui e agora:  “Estou com ansiedade e me rendo a ela”, é a forma como a nossa mente lida bem com esse distúrbio.

A ansiedade é uma força que vem do profundo da nossa alma para nos mostrar tudo aquilo que poderíamos, tudo aquilo para que temos potencial, mas que não conseguimos porque não sabemos, não queremos nos libertar das amarras e nos deixar levar, tal qual as ondas do mar vão em direção à praia. Ansiedade é vida, toda aquela vida que o meu eu, a minha mente, não quer viver, não sabe viver. Dar espaço a esses distúrbios é se colocar complementar a si mesmo, é deixar que a energia se manifeste de dentro para fora, ao contrário do que acontece com os medicamentos, com os psicofarmácos. 

O medo nos deixa ansiosos

Todas as vezes que temos um desafio, em que vivemos uma situação nova e  que nos assusta, a tendência é resistir e, assim, desenvolver uma ansiedade cada vez maior: se pararmos para refletir, para aceitar essa situação assustadora, para entender do que se trata, para organizar os nossos recursos e poder organizar uma resposta adequada, a ansiedade deixa de existir, e a energia que ela produz vai ser aproveitada para a resposta e o sucesso.

Agindo dessa forma, aproveitamos também para nos conhecer um pouco mais, para entender as nossas limitações e para aprender algo mais sobre nós mesmos, para poder atingir cada vez melhor novos objetivos e desafios.

Devemos deixar de alimentar os fantasmas do passado, aceitar que não conhecemos o futuro que nos espera e aceitar de forma serena e tranquila o nosso presente, vivendo-o intensamente, nos tornando cada vez mais eficazes: não tenho futuro e não reconheço o meu passado!

É muito importante entender por que o mundo de hoje é ansioso

Vivemos projetados no futuro, nos fiscalizamos continuamente para saber como anda o nosso desempenho, vivemos de forma sempre mais controlada, e quanto mais nos controlamos, mais nos dizemos como temos que ser, como temos que fazer e cada vez mais alimentamos a ansiedade, a busca do domínio sobre nós mesmos, e isso se torna um processo cíclico que se autoalimenta.

Precisamos deixar de querer entender, precisamos nos deixar levar, confiar no nosso potencial e aumentá-lo cada vez mais, conforme nossa capacidade, sensibilidade e experiência. A ansiedade vencida é como o mar que continua livre, solto, que corre por baixo dos nossos pés, sem parar, sem ficar represado na lagoa dos nossos pensamentos.

Ser ansioso ou estar ansioso: muda muito

Vamos entender as diferenças. Frente a situações específicas, não experimentamos a ansiedade, mas estamos ansiosos”, ou seja, admitimos o estado de alerta e de preocupação como a forma natural de lidar com o que está acontecendo. Assim, uma entrevista de emprego, uma prova ou um encontro com alguém que nos interessa pode ativar a mesma reação, ou seja preocupação, medo, pensamentos catastróficos, ideias obsessivas, dúvidas, e também taquicardia, sudorese, diarreia...

Da mesma forma que a ansiedade patológica não é fruto somente de um simples desequilíbrio dos neurotransmissores, possui também a sua função e sua utilidade: quando aparece de forma aguda, mostra um conflito, um nó a ser desatado ou simplesmente uma sobrecarga emocional; se a ansiedade se fixa como um estado crônico, estamos nos deparando com um distúrbio que depende da forma como nos vivemos o nosso dia a dia.

O que nos torna ansiosos é exatamente aquilo que nos parece imutável, óbvio, normal e que, de fato, é um modelo da realidade artificial e arbitrária, que torna o fluir da energia um percurso acidentado.